
Foto: Autor desconhecido
A tabela de frete será reajustada pela ANTT, após sucessivos aumentos dos combustíveis.
Aumento foi motivado pelo gatilho de 10%
Os aumentos dos valores dos combustíveis, força uma alteração da tabela de fretes de valores mínimos usada pelos caminhoneiros, que terão reajustes médios que variam de 4,54% a 5,90%, dependendo do tipo de veículo e classe de carga.
Os recentes reajustes foram informados pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres e publicados no DOU – Diário Oficial da União nesta quinta (21).
Pela legislação vigente e ainda para ser apreciada pelo STF – Supremo Tribunal Federal, toda a vez em que o cálculo da oscilação no preço do óleo diesel no mercado nacional ultrapassar 10%, a ANTT deve publicar nova norma com pisos mínimos, considerando essa variação do combustível.
De acordo com a ANTT o menor reajuste médio foi relativo à tabela de transporte rodoviário de carga lotação ao percentual de 4,54%. Para as Operações em que haja contratação apenas do veículo automotor de cargas, a alteração média foi de 5,10%.
Para a 3ª tabela de transporte rodoviário de carga lotação de alto desempenho, sofreu aumento médio de 5,36%, e a de Operações em que haja contratação apenas do veículo automotor de cargas de alto desempenho foi reajustada, em média, em 5,90%.
Quando foi criada a modalidade gatilho, que altera a tabela de Fretes até hoje?
A modalidade “gatilho”, que força a alteração da tabela de fretes, foi criada no ano de 2018 pelo governo Michel Temer (MDB), logo após a greve dos caminhoneiros que bloqueou estradas e comprometeu o abastecimento de combustível, de medicamentos e de alimentos em todo o Brasil inflacionando ainda mais os valores dos produtos na época.
Essa era uma das reivindicações da categoria, porém houve questionamento pelo STF. No entanto, a Corte não julgou o caso até hoje. Os caminhoneiros reclamam principalmente da falta do cumprimento da alteração da tabela de frete pela ANTT e sempre que isso ocorre, ameaçam novas paralisações com frequência.
Esse é o principal motivo alegado pela categoria, onde comentam que hoje atuam com uma tabela de preços de valores correspondentes a 2015 e assim, seus lucros estão bem defasados em relação aos aumentos constantes dos combustíveis.
Em virtude de todos esses problemas, acarretados pela baixa remuneração que a categoria vem recebendo, como também outras questões legítimas, ocorreu um encontro no último sábado (16) para discussão das pautas e alinhamento das próximas ações.
Os caminhoneiros pedem urgência ao STF para analisar a constitucionalidade ou não do piso nacional da tabela de frete. Dentro do governo, especialistas apontam que o cumprimento da tabela em relação ao mercado, sem a regulamentação devidamente aprovada pelo STF é um grande desafio, já que há uma alta oferta de caminhões nas estradas.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 28 de outubro de 2021 11:44
Muitos entregadores e motoristas autônomos acabam ficando na dúvida entre começar com uma Fiat Fiorino ou investir direto em um…
Um caminhoneiro de Minas Gerais conseguiu na Justiça o direito de receber R$ 10 mil por danos morais após ser…
O deputado federal André Janones voltou a criar confunsão as redes sociais após chamar Neymar de “vagabundo” em uma publicação…
A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) convocou caminhoneiros de várias regiões do país para irem até…
Durante o período mais crítico da pandemia, milhares de caminhoneiros continuaram trabalhando enquanto grande parte do país estava parada. Foram…
Uma mulher identificada como Mitla Machado Cáceres morreu após um grave acidente envolvendo uma carreta na tarde desta terça-feira (19),…
Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdos, analisar acessos e exibir anúncios relevantes. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Cookies e Política de Privacidade do Brasil do Trecho
Leia mais