Caminhoneiros estão a 4 dias na porta de fábrica da Ford

Cerca de 70 caminhoneiros têm que dividir dois banheiros

O efeito cascata, em virtude do fechamento das fábricas da Ford no Brasil, além de diversas demissões de seus funcionários, os caminhoneiros vêm sofrendo para realizar o descarregamento das mercadorias. Muitos motoristas de caminhões chegaram no pátio para realizar o descarregamento, antes mesmo da decisão do fechamento da unidade de Camaçari.

Sem poder realizar o descarregamento, os caminhoneiros estão acampados aguardando uma definição, mesmo assim, caminhões continuam chegando de todo o país para realizar entrega de cargas. O número de caminhoneiros chegou a 70 profissionais que estão parados na porta da fábrica de Camaçari no estado da Bahia.

Tem motorista de caminhão que está no local esperando por 4 dias, os profissionais têm apenas 2 banheiros para realizar suas necessidades básicas. Os motoristas estão improvisando acampamentos para conseguir fazer  suas refeições como almoço, janta e café da manhã.

Outros têm que desatrelar o cavalo da carreta para conseguir ir até a cidade para comprar mantimentos de higiene pessoal e para alimentação. Os caminhoneiros estão trazendo peças que serviram para montagem no processo de fabricação dos veículos.

Dessa maneira, os caminhoneiros informam que a empresa está se recusando a receber o material, desde a última noite de domingo (10). Os caminhoneiros estão preocupados e querendo saber quem vai pagar pelos dias parados. Até o momento ninguém informou que vai pagar, se realmente vai pagar, como vai acontecer o desenrolar.

A Ford já informou que os caminhões podem retornar para o pátio de suas respectivas empresas e que a situação será tratada individualmente com cada transportadora. Logo por sua vez, os caminhoneiros informam que não tem nenhuma garantia, dessa maneira, não podem retornar com a carga para o pátio das transportadoras.

Esta postagem foi publicada em 16 de janeiro de 2021

Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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