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Acordo entre as marcas caminhões diesel deixam de ser vendidos em 2040

Os sete maiores fabricantes europeus de caminhões chegaram a um acordo para cessarem as vendas

O acordo histórico prevê a descontinuação gradual, até a 2040, dos motores de combustão tradicionais em caminhões e comerciais ligeiros – designadamente motores a gasóleo – e a sua substituição por alternativas de baixas emissões como hidrogénio, baterias ou combustíveis limpos. 

O acordo estabelecido entre os sete fabricantes tem o objetivo de reduzir a roda do carbono do transporte europeu. Inicialmente estava previsto que os caminhões diesel deixassem de ser comercializados em 2050, mas este novo entendimento antecipou essa medida em uma década.

Para conseguir cumprir este acordo, a indústria terá de investir entre 50.000 a 100.000 milhões de euros em novas tecnologias, segundo revelou o diretor executivo da Scania, Henrik, ao Finantial Times.  

O compromisso foi assumido pelos presidentes dos maiores fabricantes de caminhões e veículos comerciais da Europa.

Neste acordo também é pedido um maior investimento em infraestruturas e uma maior carga fiscal sobre o carbono na Europa para desincentivo os investimentos em combustíveis fósseis e ajudar a impulsionar a transição para tecnologias menos poluentes. 

Henrik, representante de veículos comerciais na Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis), referiu que é necessário “todos trabalharem juntos” para tornar possível esta mudança. 

Estudo apoiado pela ACEA

Os fabricantes, com o apoio da ACEA, estão a trabalhar com o Instituto Potsdam numa investigação sobre o impacto das alterações climáticas, financiado pelo Governo alemão, para que sejam estudadas várias tecnologias e soluções possíveis.

O professor John, diretor do Instituto Potsdam, considera que o transporte de mercadorias é uma das áreas mais difíceis de descarbonizar: “É a coluna vertebral de qualquer sociedade no mundo atual, mas temos de reconhecer que depende muito dos motores de combustão interna para transportar todos os bens de cada indústria.”

À luz da realidade atual não é provável que vá existir uma tecnologia dominante, como tem acontecido até agora com o motor de combustão a gasóleo. Tudo aponta para a coexistência no futuro de várias tecnologias de baixas emissões.

Enquanto as baterias podem ser a melhor solução para comerciais ligeiros e camiões de gama baixa que operam sobretudo nas áreas urbanas, os veículos pesados de longo curso deverão de recorrer a outras soluções como o hidrogénio ou os biocombustíveis para diminuírem as emissões a curto prazo.

Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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