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Conheça três caminhoneiros que revelam rotina perigosa nas estradas

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Mobilização nacional promovida pelo Sest/Senat visando à prevenção de acidentes e roubos de cargas

A campanha nacional de conscientização promovida pelo Sest/Senat, sobre prevenção de acidentes e roubos de cargas, começou ontem (9) e vai até sexta-feira (13) em todo o Brasil. Em Valadares, a mobilização está acontecendo em um posto situado no Km 412 da BR-116, no Santa Paula. O Diário do Rio Doce conversou com motoristas de caminhão no local da campanha para saber um pouco da realidade vivida nas estradas.

O caminhoneiro Renato Gonçalves dos Santos, de São José dos Pinhais, Paraná, já sofreu assalto, mas não teve a carga roubada (Foto: Fábio Velame)

Renato Gonçalves dos Santos, 62 anos, é de São José dos Pinhais, Paraná, e estava indo para a Bahia com um carregamento de filme stretch. Ele conta que considera importante essa mobilização junto aos motoristas.

“Muito boa essa campanha, que conscientiza todo mundo em relação às viagens que fazemos. Ninguém gostaria de passar por um assalto ou acidente. Eu mesmo já sofri assalto na estrada, mas não levaram a carga, só levaram o dinheiro que tinha na carteira. Já acidentes nunca tive, mas conheço colegas que vivenciaram isso, infelizmente. Todo cuidado nas estradas é pouco”, disse o caminhoneiro.

O caminhoneiro valadarense Fábio Franklyn trabalha atualmente com carregamento de bicicletas (Foto: Fábio Velame)

Fábio Franklyn é de Governador Valadares e atualmente trabalha com carregamento de bicicletas. Ele também já foi motorista, por 22 anos, de uma transportadora nacional e viajava o Brasil todo. O valadarense explica que tem feito viagens mais para a região do Vale do Jequitinhonha e para o Espírito Santo nos últimos anos. Com mais de duas décadas de estrada, já viu muita coisa acontecer com companheiros de trabalho.

“É sempre bom estarmos em alerta e atentos nas estradas. Não tive nenhum acidente ou assalto até hoje, mas já presenciei essas coisas com colegas, pois são situações que acontecem diariamente. Creio que acontece muito isso com motoristas mais novos, que não têm tanta experiência de estrada. Para mim, o mais difícil era viajar de madrugada. Eu mesmo, quando mais novo, rodando lá no Piauí de madrugada, fui orientado pela Polícia Rodoviária a descansar no primeiro posto que encontrasse, pois o local que transitava era muito perigoso e tinha registros de assaltos. Mas antes de viajar, com certeza, precisamos dar uma revisada e colocar o caminhão em dia, que é uma segurança para nós. Então, tem que conferir pneu, óleo, freio, entre outras coisas”, recomendou Fábio.

Com mais de quatro décadas de experiência com caminhão, o valadarense Carlos Alberto Dalla Bernardina sente falta de mais pontos de apoio nas estradas (Foto: Fábio Velame)

Carlos Alberto Dalla Bernardina também é de Valadares e trabalha há 40 anos viajando para todo o Brasil. Por causa da pandemia, as viagens que ele tem feito estão sendo em um trajeto mais reduzido. Hoje ele estava com um carregamento de cimento para o Vale do Jequitinhonha e ressalta a necessidade de mais pontos de apoio para os motoristas poderem dormir com segurança.

“Tem postos que, se você não abastecer, não permitem que você durma. Aí o motorista é obrigado a dormir nos acostamentos, correndo perigo, ou seguir viagem pela madrugada. Se você viajar para a região de Belo Horizonte, por exemplo, depois das 22 horas, você não acha lugar. Sobre roubo de carga, nunca aconteceu comigo, mas já sofri um assalto a mão armada, e o cara levou tudo que tinha dentro da cabine. Isso foi em Nova Lima. Recentemente, roubaram dois pneus do meu caminhão em Coronel Fabriciano. Parei para dormir era mais ou menos uma da manhã e acordei às 5 horas, e quando percebi já era tarde. Prejuízo de mais de 2 mil reais”, relatou.

Fonte: DRD

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Categorias caminhão
Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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