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Scania atingiu a marca de 50 caminhões movido a gás vendidos

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A scania espera atingir a meta de 100 unidades em 2020

Há exato um ano, a Scania apresentava na Fenatran sua nova geração de caminhões para o mercado brasileiro e com ela as versões movidas a gás natural veicular (GNV) e biometano. De lá para cá, mesmo com uma pandemia que assola a economia local, a montadora registra a venda de 50 unidades caminhões a gás. Com isso, espera atingir a meta de 100 caminhões com a tecnologia até o fim do ano.

Pelo menos dez empresas que atuam no transporte de carga já adquiriram os veículos. A mais recente, a Transmaroni, comprou 11 caminhões que rodarão em rotas de entrega na região Sudeste do País.

O diretor de vendas da Scania, Silvio Munhoz destaca que em um cenário como o atual de retração da economia, é difícil aumentar a meta de vendas dos caminhões a gás, mas reduzi-la não é uma opção.

“Em termos de venda, é possível chegar à primeira centena e temos condições para isso, mas não em termos de emplacamentos, por causa da fila atual da produção”, argumenta Munhoz.

O vice-presidente das operações comerciais da Scania no Brasil, Roberto Barral, complementa afirmando que a produção geral de caminhões no Brasil não está acompanhando a demanda atual. “Esta foi uma crise sem precedentes, em que a indústria teve que se adequar às novas normas de prevenção e ajustar sua produtividade. Com a retomada dos pedidos, alguns deles estão sendo jogados mais para frente”, confirma.

O executivo comemora a venda de 50 caminhões a gás mesmo em meio a uma pandemia. Antes deste cenário imprevisto, a Scania esperava entregar até 300 unidades neste ano, mas com a crise, reajustou a projeção. “É um volume que já representa 1% do total das vendas deste ano até setembro [5,5 mil caminhões]. É uma jornada, mas com certeza em breve vamos superar este 1%”, comenta Barral, lembrando que a Scania contabiliza 4 mil caminhões a gás vendidos em todo o mundo.

Entre os clientes que já utilizam o caminhão a gás em suas frotas, a RN Logística confirma que novos projetos de redução de CO2 que envolvem novos clientes estão em negociação, o que podem render a compra de até mais oito veículos. “No início do próximo ano vamos ultrapassar dez caminhões com certeza”, afirma o diretor comercial da RN Express, Rodrigo Navarro.

A empresa já possui sete modelos a gás em sua frota para atender as demandas dos clientes L’Oréal e Nestlé – a transportadora foi a primeira a adquirir um Scania a gás no Brasil ainda durante a Fenatran e em maio deste ano, a empresa comprou mais uma unidade – desde então vem aumentando sua frota.

DISTRIBUIÇÃO DE GÁS AINDA É GARGALO PARA CAMINHÕES

Segundo o diretor de vendas da Scania, há cerca de 1,5 mil postos de combustíveis que fornecem GNV no Brasil. No entanto, eles estão preparados com tanques de baixa pressão para automóveis. Ele explica que o caminhão Scania possui adapatação para suas entradas de abastecimento: e de baixa pressão e a de alta pressão, esta própria para veículos pesados.

“Dá para reabastecer o caminhão com gás a partir desses compressores de baixa pressão usados para automóveis, a única penalidade é que vai demorar bem mais do que se fosse feito com compressor de alta pressão, própria para caminhões”, explica Munhoz.

O executivo afirma que há algumas redes de postos que estão se preparando e investindo em compressores rápidos de alta pressão, como a Petrobras e a Cosan e lembra que não há necessidade de se investir em uma grande quantidade de postos de combustíveis para atender a nova frota de veículos pesados movidos a gás:

“Acredito que até o fim de 2021 devemos ter uma boa base de distribuição de gás para pesados, que será muito bem atendida se houver um posto em raio de 300 ou 400 quilômetros, o que já garante uma boa autonomia para os caminhões.”

Já o biometano é mais difícil de encontrar. Clientes que possuem os caminhões a gás em sua frota, como a L’Oréal, relatam encontrar dificuldade de abastecimento em rotas de São Paulo, embora tenham disponibilidade no Rio de Janeiro. Neste caso, Munhoz di z que há projetos de várias empresas desenvolvendo trabalhos para distribuição tanto de GNV liquefeito quanto de biometano em regiões como o Nordeste.

Fonte: Automotive Business

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Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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