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Denatran detectou mais de 700 mil motoristas confirmaram o uso de drogas

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Estudo identifica 700 mil motoristas profissionais que utilizam drogas

Denatran detectou mais de 700 mil motoristas profissionais segundo levantamento feito pela SOS Estrada, com base nos dados do Denatran e do Renainf, detectou que mais de 700 mil motoristas confirmaram o uso de drogas entre março de 2016 e setembro de 2020. A exigência de exames, a partir de 2015, tem ajudado a reduzir acidentes

A realidade das estradas brasileiras ainda é muito desconhecida. Jornadas exaustivas, que levam motoristas profissionais ao uso de drogas, colocam em risco não apenas a vida dos próprios, mas, também, dos que trafegam nas rodovias. Levantamento da SOS Estrada revela que os exames toxicológicos de mais de 700 mil motoristas profissionais de caminhão, vans e ônibus confirmam uso de drogas. A pesquisa, realizada entre março de 2016 e setembro deste ano, detectou alta presença de substâncias tóxicas. Nesse período, 67% dos testes de portadores de carteiras do tipo C, D e E foram positivos para cocaína.

A SOS Estrada utilizou os dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e do Renainf (Registro Nacional de Infrações de Trânsito) para realizar o estudo. Exames toxicológicos precisam ser apresentados por condutores profissionais na renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e também para contratação e demissão nas empresas. Conforme a pesquisa, 170,8 mil condutores testaram positivo para drogas, com altos índices acima do limite permitido pela legislação. Desse total, 140,7 mil eram motoristas com carteiras C, D e E.

Rodolfo Rizzotto, coordenador do SOS Estradas, vê o uso de drogas por condutores profissionais um problema e um risco que precisam ser tratados. Para ele, a obrigatoriedade de realização dos exames ajudou a melhorar o quadro em relação aos dados de 2015, mas os números ainda são preocupantes. “Em 2016, houve uma redução importante no uso de drogas por parte desses condutores e, em 2019, houve uma redução, segundo a metodologia aplicada, de 60% de uso de drogas por motoristas profissionais. É uma queda muito importante”, avalia.

Iceberg


“Os dados revelam uma parcela de um iceberg que é o uso de drogas por condutores profissionais”, afirma Rizzotto. Segundo ele, os exames não mostram o uso eventual. “Não é uma pessoa que cheirou cocaína hoje, faz o exame, daqui a um mês, vai dar positivo. É a pessoa que usa regularmente. Ela está acima de um determinado grau de contaminação para ser considerada positivo”, pontua. “Se você considerar quem tem drogas no corpo, mas não foi considerado positivo, nós não estamos falando de 170 mil, estamos falando de uns 700 mil, entre categorias C, D e E. Então, é um problema muito grave”, complementa.

O caminhoneiro Lucas Gonzaga, 21 anos, associa o uso de drogas ao trabalho aceito pelo condutor. “Acredito que a maioria desses caminhoneiros não usa essas substâncias por gostar. O tipo de carga tem grande influência nesses números. Uma carga perecível, como frutas, legumes ou carnes, se atrasar ou demorar, pode estragar dependendo da distância. Assim, o caminhoneiro acaba optando pelo uso de rebite ou da cocaína para fazer a entrega logo”, conta o condutor de cegonhas.

Entrega expressa


O serviço de entrega expressa é o mais cobiçado por esses trabalhadores, por pagar melhor. O caminhoneiro Tica Cyrillo, 45, que tem 25 anos de experiência na profissão, afirma que o uso de drogas é comum nessa prática por exigir que o motorista fique mais horas acordado. “Nós recebemos por comissão. Isso pode ser prejudicial para a maioria dos caminhoneiros. Precisamos entregar muito para receber bem. Além disso, temos o cliente que demanda de um serviço rápido.

E, por trabalhar por comissão, tem caminhoneiro que pega uma carga que poderia ser dividida em três e faz sozinho para ficar com todo o lucro da entrega. Logo, viabiliza o uso de drogas e vira um apoio para ele conseguir fechar o serviço. Já vi gente ficar 72 horas sem dormir”, relata.

Fonte: Correio Braziliense

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Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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