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Traficantes estão assediando caminhoneiros para transportar cargas irregulares na fronteira

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Caminhoneiros brasileiros dizem que têm passado dificuldades para voltar para o Brasil

Traficantes estão assediando e caminhoneiros brasileiros têm relatado diversas situações de assédio feitas por traficantes e contrabandistas na fronteira entre Cidade do Leste, no Paraguai, e Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

A abordagem ocorre a poucos metros da Ponte Internacional da Amizade, antes dos profissionais passarem pela fiscalização.

“Está na fila ali, dentro do caminhão, o cara bate na porta, sobe e diz: Quer levar um celular até o meio da ponte? Alguns até trazem. Vão falar que não, mas a maioria eles pedem para trazer. Vai saber o que é? O que é realmente, se é droga. Não sabe, né?”, disse um dos caminhoneiros.

Segundo os motoristas que atravessam a ponte, muitas vezes, os suspeitos não revelam qual é o conteúdo da carga proibida: “Não dá nada não. É mercadoria. Não sei o que, não é droga. É bem escondidinho, uma caixinha pequena”, dizem os suspeitos aos profissionais.

Os caminhoneiros estão entre os poucos que podem cruzar a fronteira durante a pandemia do novo coronavírus. As longas filas para entrar no Brasil tornam os motoristas como alvos, mesmo quando recusam participar do esquema.

“Os caras chegam, abordam na fila. Tem uns que chegam obrigar você levar.”
De acordo com a Receita Federal, boa parte das apreensões ocorre durante a noite, fora do horário de funcionamento do scanner que analisa a carga.

Na última semana, foram apreendidos quatro caminhões com mercadorias irregulares.

Traficantes estão assediando “Eu tenho medo. Tem cara que fica rodeando seu caminhão. Eu tenho medo que esconda alguma coisa no caminhão porque ele é grande. Você tem que levantar de manhã e a primeira coisa é dar uma geral, olhar tudo por baixo do caminhão porque já aconteceu deles colocarem”, contou um caminhoneiro.
Desde abril, quase 80 caminhões foram flagrados no scanner ou na fiscalização da Receita Federal.

Quando as mercadorias estão em fundo falso, os caminhões também são apreendidos. Além dos produtos, os veículos não voltam para o dono.

“O que eu falo pro cara é o seguinte: está faltando pouco mais de dois anos para eu aposentar, então eu não quero fazer minha aposentadoria na cadeia, não. É complicado.”

Fonte: G1

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Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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