Publicidade
Categorias Sem categoria

Caminhoneiro recebeu R$ 50 mil de indenização ao ter que amputar dedos do pé

Publicidade

Homem relatou no processo que trafegava em um caminhão por uma avenida da cidade quando o veículo ficou preso numa rede de alta-tensão, devido a um fio solto.

Caminhoneiro recebeu R$ 50 mil da Celg Distribuição S/A – Celg foi condenada a pagar uma indenização de mais de R$ 50 mil para um caminhoneiro que amputou dedos dos pés por conta de um choque em Bom Jesus de Goiás, na região sul do estado. Ele relatou no processo que trafegava em um caminhão por uma avenida da cidade quando o veículo ficou preso numa rede de alta-tensão, devido a um fio solto. Ao descer do caminhão para ver o que estava acontecendo, ele relata que recebeu uma descarga elétrica. Cabe recurso da decisão.

Conforme a sentença assinada, na segunda-feira (14), pelo juiz Guilherme Sarri Carreira, os danos morais foram fixados em R$ 30 mil e os materiais em R$ 20 mil. O motorista vai receber ainda R$ 978,03 a título de dano emergente e mais R$ 7,9 mil a título de lucros cessantes.

O caso aconteceu no dia 30 de março de 2017. Consta na decisão que o choque causou queimaduras de 3º grau no braço esquerdo do motorista, bem como lesão nas plantas dos pés esquerdo e direito, além da amputação de três dedos.

Ele contou ainda que o poste de energia estava com defeito e que a ponta do fio de alta-tensão já se encontrava exposta na avenida, não tendo a empresa de energia elétrica tomado nenhuma providência, até o momento do acidente, para sanar o problema.

Em contestação, a Celg ressaltou que o acidente ocorreu em virtude de “fato de terceiro”, já que tinha ocorrido uma colisão de um veículo contra o poste que causou o dano ao caminhoneiro, “situação esta que lhe afasta qualquer responsabilidade”.

Decisão do juiz


Caminhoneiro recebeu R$ 50 mil e o magistrado Guilherme Carreira ponderou que o fio de alta-tensão é de responsabilidade da Celg e que os danos causados à vítima foram comprovados por perícias médicas e fotos.

“Restou incontroverso nos autos o evento danoso, causado por um fio de alta- tensão de responsabilidade da parte ré, que acabou por resultar nos danos sofridos, que foram inclusive comprovados pela perícia médica oficial e pelos documentos e fotografias juntados na inicial”, afirma o magistrado na sentença.

O juiz observou, ainda, que o documento apresentado pela empresa de energia informa um possível acidente ocorrido por volta das 18h20, quando o acidente envolvendo o autor ocorreu, segundo o Boletim de Ocorrência (B.O), momentos antes, ou seja, às 17h30, o que também serve para afastar a tese defensiva de que houve um “fato de terceiro”.

Para ele, diante das provas testemunhais, tem-se que o motivo determinante para a ocorrência do acidente foi a altura irregular do fio de alta-tensão, da conduta omissiva da empresa, que não teria tomado nenhuma providência até aquele momento para sanar o problema.

O juiz ressaltou que as lesões havidas não só violaram a integridade física do autor, de forma permanente, como também têm-lhe causado angústias e sofrimento psicológico que ultrapassam o mero aborrecimento.

Fonte: G1

Publicidade
Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

Deixe um comentário

Esse website utiliza cookies.

Consulte Mais informação