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Caminhões foram estacionados na BR-101 em protesto contra aumentos

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Revendedores de gás de cozinha fazem protesto contra aumentos de preço do produto

Caminhões foram estacionados e revendedores de gás fizeram, nesta quarta-feira (30), um protesto na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. De acordo com representantes da categoria, os profissionais reclamam de aumentos repassados pela Petrobras ao longo da pandemia da Covid-19 e de uma taxa cobrada pelo Porto de Suape para entrada dos veículos (veja vídeo acima).

“A Petrobras e as distribuidoras repassaram sete aumentos em quatro meses. A revenda está absorvendo para não passar para o consumidor. A gente não quer aumentar o gás, mas não tem o que fazer. O governo do estado e as distribuidoras não estão nos ajudando”, disse a presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado de Pernambuco (Sinregás), Francine Gulde.

Segundo os organizadores do protesto, os caminhoneiros que participaram do ato deixaram de fazer carregamentos de botijões nas distribuidoras do Porto de Suape.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os veículos estavam estacionados no km 83 da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no sentido Cabo de Santo Agostinho. Não houve bloqueios na via, mas, devido à quantidade de caminhões na área, o trânsito chegou a ter mais de 1 km de lentidão.

Por volta das 9h, os caminhões saíram em carreata em direção ao Recife. De acordo com o Sinregás, o grupo seguiu até a Avenida Mascarenhas de Morais, na Zona Sul da capital pernambucana, onde dispersou.

O Porto de Suape informou, por meio de nota, que a cobrança de taxa para a triagem é cobrada por empresas privadas credenciadas para operar os pátios para custear os serviços oferecidos e os investimentos de implantação.

Essas empresas não cobravam até meados de agosto, segundo Suape, e atualmente cobram “de R$ 30 a R$ 60, dependendo do pátio, e estão em convergência com os preços praticados em outros pátios de triagem de caminhões em operação no território brasileiro”.

A Petrobras, por sua vez, informou que a precificação do gás vendido pela empresa “segue a dinâmica dos mercados de commodities em ambiente de livre competição, tendo como referência o preço de paridade de importação (PPI), formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte”.

A empresa disse que “os reajustes ocorrem sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise dos ambientes interno e externo” e que “a Petrobras só vende GLP para companhias distribuidoras” que, por sua vez, “são responsáveis pelo transporte e comercialização do produto aos postos de revenda ou diretamente para clientes dos segmentos comercial, residencial e institucional. Deve-se considerar ainda o acréscimo dos tributos pertinentes”.

Caminhões foram estacionados e neste cenário, segundo a Petrobras, os preços acompanharam os movimentos de mercado e os preços de venda às distribuidoras “chegaram a acumular uma redução de -21,2% (equivalente a -5,96 R$/13kg) até 22/05/2020”.

A Petrobras, por fim, disse que “segundo dados da ANP, os preços de revenda permaneceram praticamente inalterados no período. Os aumentos recentes refletem a evolução do mercado internacional e da taxa de câmbio, resultando em um aumento acumulado em 2020 de +5,3% (equivalente a +1,47 R$/13kg)”.

Fonte: G1

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Categorias caminhoneiros
Junior Ribeiro

Engenheiro Civil no 10º semestre pela Universidade Estácio de Sá, um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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