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Volta de radares em Minas Gerais após alto índice de acidentes

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Volta de radares após um ano e meio, um trecho de apenas oito quilômetros da LMG-808, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, registrou 120 acidentes, de acordo com dados da Polícia Militar. A rodovia, que até maio do ano passado estava sob a responsabilidade do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG), teve os radares removidos pelo órgão estadual na transição da gestão para o município.
Agora, quem transita pela estrada diariamente, notou que os radares estão sendo novamente instalados. Nesse trecho serão cinco equipamentos, localizados nos quilômetros 1,9; 2,45; 2,7; 3,35; e 6,6.
A necessidade de se reimplantar o sistema de controle de velocidade se deu após estudos técnicos realizados pelo Departamento de Engenharia da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (Transcon), através da Gerência de Monitoramento Eletrônico, levando em conta as características viárias e estatísticas de acidentes, fornecidas pelos boletins da Polícia Militar, com vítima e sem vítima, ocorridos na via.
O primeiro trecho, no quilômetro 1,9, é o que mais apresentou acidentes entre janeiro de 2019 e junho deste ano. Foram 46 acidentes, o que representa quase 40% das colisões nesses oito quilômetros administrados pelo município. Em seguida, está o quilômetro 3,35, com 16 acidentes.
O mecânico Alexandre Carvalho, de 46 anos, transita pela LMG-808 quase que diariamente. Ele conta que já presenciou muito acidente grave nesse período em que a rodovia ficou sem os radares.
“Realmente precisa de radar porque muito motorista voa aqui. Já vi muita gente machucada e eu mesmo já socorri algumas pessoas. Os radares vão colocar um freio em muita gente”, afirmou.
Sobre o início de funcionamento dos equipamentos, a Transcon informou que os pardais eletrônicos ainda estão em fase de instalação e não estão funcionando. Após isso, os radares passarão por aferição realizada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), para só depois entrar em operação. Esse processo, segundo a autarquia, deve levar 25 dias.
Fonte: EM

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