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Mercado de implementos tem aumento significativo

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Mercado de implementos e motivados pela boa safra de soja de 2019/2020 e pela expectativa positiva de colheita do milho safrinha, apesar da estiagem, muitos produtores da região Oeste do Paraná estão aproveitando para comprar máquinas e implementos agrícolas.
No entanto, quem vinha acompanhando os preços dos equipamentos há algum tempo percebeu um aumento nos últimos meses.
É o caso do rondonense Vilmar Fulber, que, além de cultivar grãos, possui gado de leite e frango em sua propriedade.
O filho, Paulo César Fulber, que administra o local, conta que recentemente foi adquirido um pulverizador autopropelido. “A gente vinha acompanhando os preços há algum tempo, e teve aumento. E pelo que fiquei sabendo ainda deve aumentar mais”, comenta Fulber.
O agricultor revela que o investimento foi de R$ 420 mil. Segundo ele, o mesmo maquinário há cerca de um ano custava R$ 40 mil a menos, mas, mesmo assim, Fulber avalia que foi um bom negócio. “Das máquinas que a gente pesquisou foi a que tinha o preço mais em conta”, menciona.
De acordo com o produtor rural, o equipamento foi adquirido na loja de máquinas e implementos da Copagril, uma vez que toda a produção da propriedade é destinada à cooperativa, o que facilitou a compra. “Quando eles têm para fornecer o que a gente precisa, normalmente compramos com eles”, expõe.
Produtor rural Paulo César Fulber: “A gente procura sempre buscar acompanhar a tecnologia de acordo com a nossa necessidade”

PREÇOS

Vários fatores influenciaram a alta dos preços de máquinas e implementos agrícolas no primeiro semestre de 2020. Entre eles, a pandemia de coronavírus, ressalta o supervisor de vendas de máquinas e implementos agrícolas da Copagril, Dino César Meinerz. “Tem fábricas que diminuíram número de funcionários e tiveram um gasto maior na sua linha de produção”, salienta.
Além disso, ele aponta que o valor da moeda americana também influencia nos preços. “Existem componentes que são importados, e com o aumento do dólar o custo dos equipamentos também sobe”, comenta.
O gerente diz que as fábricas começaram a aumentar os preços dos produtos em maio deste ano e que o primeiro semestre fechou com aumento de 8% a 10% em comparação ao mesmo período de 2019.
De acordo com Meinerz, neste ano muitos produtores rurais estão evitando financiamentos. “É um ano diferente dos outros porque o produtor não está optando por financiamento. Temos bastante procura para pagamento com recurso próprio”, relata.
Para ele, outro ponto relevante para a elevação dos preços é o aquecimento do mercado por conta dos ótimos preços de comercialização da soja e do milho para os agricultores. “Está tudo em alta, com preços bons, consequentemente as vendas também estão em alta. É a lei da oferta e da procura”, avalia.
Supervisor de vendas de máquinas e implementos agrícolas da Copagril, Dino César Meinerz: “No primeiro semestre de 2020 houve aumento de 35% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2019. A procura por maquinários está grande e com isso os preços aumentam” (Fotos: Sandro Mesquita/OP)

PRODUTOS EM ESTOQUE

Com as dificuldades de entrega dos produtos pelas fábricas por causa das restrições provocadas pela pandemia, os maquinários e implementos agrícolas mantidos em estoque pelas revendas podem ser uma boa oportunidade para o produtor que precisar renovar o maquinário.
Foi o que fez Paulo César Fulber, citado no início da reportagem. Segundo ele, a compra da máquina usada na pulverização de defensivos apresenta um ótimo custo-benefício. “A compra não era uma necessidade para agora, poderia esperar, mas como vínhamos há algum tempo acompanhando os preços, quando surgiu a oportunidade nós compramos”, conta.
Conforme o supervisor de vendas de máquinas e implementos da Copagril, todo o início de ano a cooperativa realiza uma programação de estoque baseada nos números do ano anterior. “Essas máquinas e implementos que temos em estoque nós estamos trabalhando com preço antigo, mas pedidos novos de produtos que não temos em estoque já vêm com outro preço”, expõe.
Depois de acompanhar os preços há algum tempo, família Fulber adquiriu recentemente um pulverizador autopropelido: investimento de R$ 420 mil (Fotos: Sandro Mesquita/OP)

PRAZO DE ENTREGA

O aumento da demanda por máquinas e implementos agrícolas por conta do bom momento que o setor agropecuário se encontra, aliado à diminuição da produção causada pelas restrições provocadas pela pandemia, estão provocando atrasos nas entregas dos produtos.
Segundo Meinerz, o prazo varia de acordo com o Estado onde está instalado o fornecedor. “Temos um problema sério em São Paulo por causa do fechamento das fábricas, mas no geral estamos com atrasos de 15 a 20 dias por conta da pandemia”, informa.
Ele ressalta que os produtores precisam estar cientes das dificuldades relacionadas à entrega dos produtos para não ter problemas futuros. “Pedimos para eles se programarem com antecedência e terem um pouco de paciência por causa dessa situação provocada pela pandemia”, enaltece.
Fonte: O presente

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