Pai e filho são presos pela PCDF por venda de autopeças roubadas

Pai e filho são presos pela PCDF por venda de autopeças roubadas

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou operação para coibir desmanche de carros no Setor H Norte, em Taguatinga. A ação deflagrada na manhã desta terça-feira (30/06), batizada de Déjà vu, é conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri).

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, alguns integrantes do grupo foram presos em flagrante, entre eles dois proprietários e um gerente de uma loja de revenda de autopeças. Os empresários são pai e filho. Segundo a polícia, o trio era receptador de caminhonetes roubadas e furtadas no DF. Após o crime, eles desmanchavam e colocavam as peças no estoque da loja. Comercializavam os produtos como se legítimos fossem.

Durante a investigação, foi identificada uma chácara isolada no Núcleo Rural Alexandre Gusmão. Nesse local, funcionava a central de desmanches onde até três caminhonetes eram cortadas por semana. Depois, as peças eram transportadas para a loja e revendidas. Na chácara foram encontradas diversas carcaças e sobras de outros veículos.

Os proprietários, pai e filho, e já desenvolviam a atividade há ao menos cinco anos, ambos com significativos antecedentes criminais justamente por receptação. Durante as buscas, foram encontradas outras caminhonetes adulteradas na posse dos presos: S10 prata, Hilux preta, Hilux Prata e uma F-4000 usada para transporte das mercadorias ilegais. Todos os veículos foram apreendidos, assim como todo o estoque de peças contido na loja.

De acordo com a PCDF, os três envolvidos foram presos em flagrante por receptação e associação criminosa. Ao final do inquérito ainda serão indiciados por lavagem de dinheiro, uma vez que usavam o fluxo de vendas da loja como meio de escamotear o lucro obtido com venda das peças ilegais.

Déjà vu
A ação foi batizada de Déjà vu em alusão às diversas operações anteriores contra pseudo lojistas de autopeças do setor H Norte, em Taguatinga. A PCDF já demonstrou que a maioria das lojas de revenda de autopeças naquela região trabalha à margem da legalidade e funciona como centro de absorção de significativa parcela dos carros roubados e furtados no DF. Além de prejudicar os lojistas que trabalham dentro da lei, essas “robautos” funcionam como grandes fomentadores de ladrões de veículos.

“Este é o vigésimo primeiro estabelecimento comprovadamente na ilegalidade. ​ Não se trata, portanto, de uma coincidência. A PCDF indiscutivelmente comprovou que o setor de revenda de autopeças usadas no DF está em absoluto descontrole e precisa de mudanças. Nós iremos fechar e prender, um a um, todos aqueles que insistem em comercializar peças sem procedência, estimulando os índices de roubos e furtos de veículos”, afirmou o delegado Erick Sallum.

Rota da seda
A primeira fase das investigações foi deflagrada em outubro do ano passado. À época, a Polícia Civil expôs esquema milionário de desmanche enraizado na capital federal há ao menos uma década. Em depoimento aos investigadores, empresários brasilienses confessaram que encomendavam peças de carros a criminosos de Campinas (SP).

Os carros eram roubados e furtados no município paulista de acordo com a demanda dos clientes, especialmente no Setor H Norte, em Taguatinga. Ao Metrópoles, o Departamento de Trânsito (Detran) admitiu que a fiscalização às lojas de autopeças não era feita na capital do país.

 

Fonte: Metropoles

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