O que aconteceu com caminhoneiro desaparecido em balsa no rio Amazonas

O que aconteceu com caminhoneiro desaparecido em balsa no rio Amazonas

O que aconteceu com caminhoneiro que faz 20 dias que a manicure Fátima Rocha, de Regente Feijó, no interior de São Paulo, vive um drama angustiante: o de não saber o que aconteceu com o marido, o caminhoneiro paulista Anderson Rocha, de 48 anos.Ele está desaparecido desde o início do mês, quando embarcou em uma balsa transportadora, em Santarém, com dois caminhões, com destino a Itacoatiara, mas desapareceu no meio do caminho, no Rio Amazonas.

E ninguém sabe explicar onde, como nem por quê?

Além do caminhoneiro, não havia mais ninguém na balsa – só os três tripulantes do barco empurrador, que afirmam que ele sumiu no rio.

Sumiu durante a noite

Anderson, que era o responsável pelos dois caminhões, era o único passageiro da balsa Navebran, que fazia parte de um comboio com mais duas balsas de carga que estavam sendo levadas por um barco empurrador (uma espécie de rebocador ao contrário, que empurra balsas em vez de puxá-las, muito comum nos rios amazônicos), onde seguiam o comandante – e dono das balsas -, Aroldo Barroso, e mais dois tripulantes.

O embarque foi no dia 2 deste mês, e, segundo os tripulantes, o caminhoneiro foi visto pela última vez no início da noite do dia 4, quando apareceu para jantar no barco empurrador, único local do comboio onde era possível comer, beber água e ir ao banheiro.

Mas, na manhã seguinte, de acordo com os tripulantes, Anderson não voltou para tomar café e eles decidiram averiguar. E não encontraram o caminhoneiro na balsa – apenas todos os seus pertences.

Ainda segundo o comandante e os dois tripulantes, eles teriam diminuído a marcha do comboio, para ver se encontravam algum sinal do caminhoneiro na água, mas não retornaram para fazer uma varredura no rio, porque alegaram que isso seria inútil, pois seria impossível determinar quando e onde ele havia caído.

E o fato só pode ser comunicado bem mais tarde, porque, segundo o comandante do comboio, não havia sinal para comunicação na região.

O comboio seguiu em frente até Itacoatiara, distante mais dois dias de viagem, onde chegou com os dois caminhões intactos na balsa, mas sem o caminhoneiro, que nunca mais foi visto.

Sem brigas, nem bebedeiras

Na cidade, os três tripulantes prestaram depoimento na delegacia de polícia e na Capitania dos Portos, e relataram não ter havido nada de anormal entre eles e o único passageiro – nenhuma briga, discussão nem bebedeira.

E que tampouco teriam visto Anderson demonstrar qualquer sinal de problemas de saúde ou de estar passando mal, embora o caminhoneiro fosse cardíaco e portador de dois stents nas artérias do coração.

O comandante afirmou ainda que havia oferecido um camarote para Anderson no barco empurrador, “pois era proibido permanecer nas balsas durante à noite”, mas ele teria preferido ficar nos caminhões, que tinham ar-refrigerado.

E completou seu depoimento dizendo que não havia iluminação entre as balsas e o empurrador.

Buscas no local errado?

Acionada, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental afirmou, depois, em nota, que “promoveu buscas, entre os dias 6 e 10, na área do Rio Amazonas entre a cidade de Parintins e Itacoatiara, mas nada foi encontrado”, e que instaurou inquérito, “para apurar circunstâncias e possíveis responsabilidades”.

“Mas, e se o quer que tenha acontecido aconteceu antes de o comboio passar por Parintins, onde o rio não foi vasculhado?”, questiona a esposa do caminhoneiro, com quem tem dois filhos – há outros três, do primeiro casamento de Anderson.

Fátima baseia seu questionamento no fato de que, até o dia seguinte ao embarque do marido na balsa, 3 de julho, ela vinha mantendo contato frequente com o marido, através de mensagens de celular.

Fonte: UOL

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