38 Caminhoneiros passam noite para carregar carga

Caminhoneiros passam noite por água mineral no Rio após crise no abastecimento

Caminhoneiros passam noite na crise no abastecimento de água da Cedae na Região Metropolitana do Rio, com a presença de pelo menos uma substância, identificada como geosmina, tem causado um aumento instantâneo na procura por água mineral. Enquanto nos mercados as prateleiras do produto tem esvaziado acima do comum, o mesmo também acontece onde são distribuídos os galões. Nesta quarta-feira, encontrou pelo menos 38 caminhões parados em frente à fábrica da Cascataí, em Cachoeiras do Macacu, uma das principais fornecedoras do Rio.

— Está uma doideira! A fila aumentou muito. No verão costuma ter fila por aqui, mas não tanto. Agora está demais. Eu cheguei ontem (terça-feira) à meia-noite para abastecer meu caminhão com os galões e saí hoje (quarta-feira) às 9h. Outros quatro caminhões da minha empresa não sabemos se vão conseguir os galões — conta o caminhoneiro Ricardo Alexandre.

Ricardo afirma que, com toda a incerteza que paira sobre a água fornecida pela Cedae nos últimos dias, os clientes têm feito pressão maior pelos galões, e que a demanda aumentou de forma gigantesca.

— Tem que ter paciência. Meus clientes que normalmente gastam 200 águas por semana agora estão gastando 200 por dia — afirma, e diz que, por enquanto, não mexe no preço — Eu vejo que nos mercados o preço tem aumentado muito. Mas a própria fábrica da Cascataí não mexeu no valor ainda, e nem eu mexi no preço com os meus clientes, porque eu acho que não é justo fazer isso com eles.

Do lado de dentro da fábrica, a coordenadora administrativa da Cascataí, Aline Nogueira, não para um só minuto. Ela diz que, mesmo com o planejamento para o aumento na procura por água mineral nesta época do ano, do verão, está difícil ter galão para todo mundo.

Fonte: O globo

brasildotrecho:

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