Ônibus flex elétrico da Volks ganha autonomia

Ônibus flex elétrico da Volks ganha autonomia

Novidades foram apresentadas em evento do Grupo TRATON, dono da marca. Recuperação de energia de frenagem agora supera os 40%

Ajustes no ônibus com tração elétrica e-Flex, da Volkswagen, fizeram com que as baterias pudessem ter mais autonomia, de acordo com a montadora.

O veículo ainda está em testes.

Em nota, a fabricante diz que este aumento foi possível após uma calibração que aumentou a recuperação de energia de frenagem, superando agora os 40%.  Alguns componentes foram reposicionados.

“Desde sua primeira apresentação na IAA na Alemanha em 2018, melhorias e ajustes na calibração maximizam a recuperação de energia de frenagem, que agora supera os 40% e tem potencial para gerar uma autonomia adicional aos 200 quilômetros previstos por seu conjunto de baterias de íon de lítio. Também traz o sistema de arrefecimento do conjunto para maior durabilidade, além de alterações no posicionamento de componentes para maior eficiência.” – diz a nota.

As novidades foram apresentadas no evento Innovation Day, do Grupo TRATON, na Suécia, que ocorreu na semana passada.

A nota foi enviada à imprensa especializada, com o Diário do Transporte, nesta segunda-feira, 07 de outubro de 2019.

O Grupo TRATON reúne a marca RIO (de tecnologia) e as montadoras MAN, VWCO -Volkswagen Caminhões & Ônibus e Scania.

Segundo a nota da VWCO, a tecnologia permite que o mesmo ônibus opere com diferentes formas de tração, como elétrico puro carregado em estações externas e híbrido com um pequeno motor a combustão que gera energia para o motor elétrico bicombustível, mas não movimenta o ônibus. Este motor a combustão pode inclusive ser a gás natural e biometano (gás gerado na decomposição do lixo).

“Este ônibus tem configuração modular e flexível que possibilita que em único modelo se contemple todas as variantes da mobilidade elétrica. Pode rodar como um veículo puramente elétrico no conceito plug-in ou se valer de um conjunto gerador propelido por um dos mais eficientes motores bicombustíveis do mundo, o VW 1.4 TSI Flex – ou sua versão para gás natural ou biometano 1.4 TGI –, para alimentar o motor elétrico. Isso permite também uma autonomia estendida e facilita sua adoção em regiões com infraestrutura de recarga ainda em desenvolvimento.”

Ainda na nota, a Volkswagen Caminhões e Ônibus diz que sensores eletrônicos selecionam de forma automática o melhor modo de tração de acordo com a condição operacional de cada momento, não havendo assim perda de desempenho.

“Dessa forma, pode atuar como veículo elétrico a bateria (BEV, na sigla em inglês); híbrido elétrico (HEV); híbrido elétrico plug-in (PHEV); e veículo elétrico com autonomia estendida (REEV). A performance se mantém independentemente da forma de alimentação das baterias. Todo o acionamento ocorre de forma inteligente e automática pelo sistema eletrônico do veículo assim que este detecta o nível de carga das baterias previamente programado.”

O presidente e diretor-executivo, da Volkswagen Caminhões e Ônibus, também membro do conselho da TRATON, Roberto Cortes, disse que um dos objetivos do desenvolvimento do veículo é reduzir os custos de operação e manutenção.

“Desenhamos um veículo que antevê os desafios de sua implementação e já traz em seu projeto as respostas necessárias, como nível de zero emissões em zonas verdes de restrição, e a própria questão da infraestrutura em desenvolvimento. Estamos cumprindo nossa missão de ajudar a moldar a indústria de transportes do futuro com veículos que proporcionam um custo operacional otimizado e retorno rápido do investimento”

A Volks também informou que muitos dos dados captados nos testes e desenvolvimento do caminhão elétrico e-Delivery foram usados para o aperfeiçoamento do ônibus.

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