Delivery com uma ótima aceitação

Câmbio automatizado torna os caminhões leves 9.170 e 11.180 do Volkswagen Delivery ainda mais simples de dirigir

As transmissões automatizadas estão invadindo a praia dos caminhões leves. Antes tidas como um equipamento que somente se justificava em seu custo no uso em caminhões pesados e extrapesados, essa ferramenta começa a se popularizar entre os leves no Brasil. Primeiro a Mercedes-Benz lançou seus caminhões da linha Accelo com câmbio automatizado Eaton e, agora, é a vez da Volkswagen Caminhões apresentar o Delivery V-Tronic, que chega nas versões de 9 e 11 toneladas, um dos nichos mais disputados do mercado. O lançamento dos modelos VW Delivery 9.170 e 11.180 está marcado para a Fenatran, salão internacional do transporte de cargas que acontece em outubro na capital paulista.

Em suas versões com câmbio manual, os caminhões Delivery já estão conquistando o mercado de leves. Segundo dados da Fenabrave, a família detém 48% de participação na soma das categorias em que atuam, incluindo semileves e leves. “A família Delivery nos surpreendeu muito. Sabíamos que era um caminhão adequado para o novo momento do mercado brasileiro, com tara menor e mais capacidade de carga, e as projeções eram positivas. Mas, depois de dois anos de seu lançamento, o Delivery é um grande sucesso de vendas e já estamos ocupando praticamente a metade do mercado em que atuamos com esse caminhão”, comemora Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus.



Os novos caminhões Delivery V-Tronic trazem transmissão automatizada Eaton EAO-6106 de seis velocidades, com dimensionamento feito sob medida para eles. Segundo a VWCO, a programação do câmbio foi feita para que priorize sempre a economia de combustível e a agilidade nas operações. “A transmissão V-Tronic potencializa a sensação de estar dirigindo um carro de passeio e isso, no final do dia, traz um ganho enorme para o bem-estar do motorista, que fica menos cansado. Um motorista que trabalha nos trechos urbanos em um caminhão manual faz, por dia, cerca de 1.000 mudanças de marcha, com esforço no braço e no pé, que aciona a embreagem. Com o passar de três anos, são mais de 1 milhão de movimentos repetidos. A automatização impacta na produtividade e também na atração e retenção dos motoristas por permitir um dia a dia mais confortável”, explica Alouche

A operação do caminhão leve automatizado da marca alemã é bem simples. No lugar da alavanca de câmbio, existe uma chave seletora com apena três posições: D (Drive), N (Neutro) e R (Ré). Basta dar a partida, selecionar o D e arrancar com o caminhão. O sistema da transmissão faz tudo. Calcula a inclinação do caminhão, para acionar o sistema de assistente de partida em rampa. Tanto na descida quanto na subida. Permite a redução das marchas mesmo em modo automático, para momentos de mais torque necessário. Faz as mudanças sempre na faixa verde, ajudando a reduzir o consumo de diesel e promovendo a durabilidade do sistema. Por não ter coluna de câmbio no assoalho, o caminhão ganhou um espaço extra, que pode ser útil para a movimentação do motorista e do ajudante dentro da cabine, para trabalhar com os documentos da carga e facilitar o cotidiano.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Jeito picape de ser
A impressão de “Amarok grande” que o Delivery trouxe desde seu lançamento, com características similares às da picape média da marca alemã, fica ainda mais evidente nas versões com câmbio automatizado. A versão avaliada foi a de 11 toneladas, o Delivery 11.180. Ele tem motor Cummins ISF de 308 litros que entrega 175 cavalos de potência e 61,2 kgfm de torque máximo.

Na rodovia, em um percurso de 40 quilômetros em trecho misto, com passagens por áreas urbanas, o caminhão exibiu o mesmo comportamento de picape. Faz trocas ágeis e macias de marchas, versatilidade e boas retomadas, mesmo carregado. Em condições de rampa e aclive ou declive, o caminhão dá uma segurança ao motorista, com a frenagem por três segundos antes da arrancada, e a inteligência do câmbio em detectar a inclinação e os momentos de rotação do motor, escolhendo sempre a marcha correta.

No modo manual, para situações críticas, de manobra ou subidas muito íngremes, o caminhão tem comportamento estável e boa resposta. Segundo a Volkswagen, a caixa foi desenvolvida em parceria com a Eaton para usar o melhor torque e priorizar o consumo. E a média foi boa: com aplicação com carga de três toneladas, o caminhão fez média de 4,4 quilômetros por litro de diesel. Além do assistente de partida em rampa, o caminhão tem modo piloto automático, para manter a velocidade constante selecionada pelo motorista e freio motor, para ajudar nas descidas de serra.

Com todas essas novas características, o novo Delivery V-Tronic promete ser uma opção interessante para os frotistas que operam nos centros urbanos. A confiabilidade do modelo, que foi consagrado pelas vendas nas versões com câmbio manual, pode ser o grande atrativo para a opção de compra. Afinal, o custo da opção automatizada ainda está um pouco salgado: adiciona R$ 15 mil ao preço final do caminhão.

Fonte: ABC do ABC

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