Faturamento de transportadoras cai e 54% têm frete a receber em atraso

Uma pesquisa feita com cerca de 2.500 empresas de transporte de cargas mostra que caiu a expectativa em relação ao mercado rodoviário: 56% dos executivos afirmaram que a situação está pior do que antes.


A mesma pesquisa feita em janeiro de 2019 apontava para 36%. O índice voltou a patamares de janeiro e agosto de 2018. Em janeiro de 2017, a insatisfação chegou a 82%.

Os dados são da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística e foram divulgados em evento do setor em São Luís (MA).




Para 35%, o valor futuro do frete vai piorar. Em janeiro, o percentual era de 13,5%.

O faturamento diminuiu para 62% das empresas no último semestre, com menor volume de cargas transportado e aumento de custos.

Para José Hélio Fernandes, presidente da NTC, o horizonte negativo é constatação óbvia diante da incerteza no mercado.

“As empresas sentem no faturamento e porque transportam menos. A economia está andando de lado. Se não tem produção, não tem transporte”, diz.

Os dados da pesquisa anterior, de janeiro, mostravam otimismo, o que não se concretizou em valores praticados no segmento rodoviário.

“Já estamos em agosto e a economia, vamos dizer, não deu sinal de vida. Com ociosidade na indústria e consumo menor do que o esperado, o sentimento do empresário é de que vai piorar se nada acontecer.”

De acordo com a pesquisa, a defasagem do frete chegou a 16%, 3 pontos percentuais acima do apurado em janeiro de 2019. A maior parte das empresas (86%) não aumentou ou concedeu desconto no valor do frete. Quase 60% afirmaram receber abaixo do custo e 54% têm frete a receber em atraso.

Já o piso mínimo do frete instituído depois da paralisação de maio de 2018 levou 38,5% das empresas a substituir os motoristas terceirizados. Pouco mais de 50% disseram não ter sido afetados.

Vista como um paliativo pelo atual governo, a maior parte (41,5%) dos empresários considera a tabela de piso mínimo boa para o transporte rodoviário. Fernandes destaca que, apesar de o número ser alto, cai a cada pesquisa do setor.

“Quando foi lançada, 60% imaginou que poderia ser boa, mas isso vem caindo. As empresas veem que é difícil implementar a tabela”, diz.

O tabelamento gerou novo impasse entre os caminhoneiros, que estão rediscutindo valores com o Ministério da Infraestrutura. A ideia do governo é fechar acordos coletivos com todas as categorias.

Fonte: Gaucha ZH

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