Greve dos caminhoneiros: “estávamos igual ou até pior que na época anterior à greve”, diz liderança

Greve no ano de 2017

 “estávamos igual ou até pior que na época anterior à greve”

O presidente da Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil (BrasCoop), Wallace Ladim, disse em entrevista ao “El Pais” que a situação da categoria é igual ou até pior do que no período da greve dos caminhoneiros.

“Estamos sufocados e vem essa questão de aumento de diesel e gera esse transtorno. Continuamos apoiando o presidente porque ele está em prol da categoria, mas, se em algum momento formos prejudicados e se for necessário uma paralisação, eu serei o primeiro a chamar”, destaca. Para a liderança, uma nova greve dos caminhoneiros não está descartada.

No último mês, Ladim se reuniu com o governo. No encontro, tratou das principais reivindicações dos caminhoneiros. Entre elas a falta de cumprimento da tabela do frete.

“Há um mês, estive em uma reunião direta com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, onde fomos falar sobre o preço do diesel e também do piso mínimo do frete que não está sendo fiscalizado. Do jeito que estava subindo o combustíveltodo dia, estávamos igual ou até pior que na época anterior à greve. A situação não foi resolvida, mas eles sinalizaram que estavam tentando resolver o problema. Nós nunca tivemos um diálogo desse em nenhum outro governo, essa porta aberta”, indica.

Duas reivindicações
Entre as reivindicações da categoria, estão o respeito do preço mínimo da tabela de frete e a redução do preço do óleo diesel.

Os caminhoneiros reclamam que as empresas estariam descumprindo o pagamento do valor mínimo imposto pelo governo. Por isso, cobram uma fiscalização mais ostensiva por parte da ANTT. Segundo Landim, a agência teria prometido mais ações e declarado ter feito mais de 400 autuações contra empresas que violaram a tabela.

Além disso, os caminhoneiros pedem que o governo mude o mecanismo de aumento do preço dos combustíveis. A categoria quer que o reajuste seja feito apenas uma vez por mês, e não diariamente. Segundo o presidente da BrasCoop, o Palácio do Planalto tem consciência da possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros. 
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