Não pagamento de frete mínimo ainda é alvo de reclamação dos caminhoneiros

Caminhão volvo branco

Um ano após a grande greve no país, caminhoneiros ainda sofrem com falta de fiscalização

Menos de um ano após a grande greve dos caminhoneiros que durou 11 dias, em maio de 2018, e o setor ainda não conseguiu desfrutar dos benefícios conseguidos com a reivindicação, principalmente, a efetividade do preço mínimo para o frete. A categoria cobra junto a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) mais rigor na fiscalização de empresas que contratam o serviço dos caminhoneiros.

De acordo com o líder do Movimento dos Transportadores de Grão (MTG), Gilson Baitaca, o preço mínimo do frete não está sendo respeitado. “Não pagam o frete mínimo, porque aguardam decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da cobrança. Então é como se fossem um jogo de truco para ver no que vai dar. Pagam o que querem. Já os caminhoneiros, principalmente os autônomos, estão sofrendo ainda mais”. 

Baitaca diz ainda que o problema está mais evidente no agronegócio, onde a sazonalidade prejudica os caminhoneiros. "Os caminhoneiros que prestam serviços às indústrias, sentem menos a questão do não pagamento do frete mínimo, porque existe uma regularidade do serviço. No agronegócio, esse fluxo do transporte ferroviário tem temporadas". 





Gilson diz que a ANTT está com dificuldades de fazer a fiscalização, que deveria ser eletrônica no momento de emissão do CT-e, que é o conhecimento do transporte. “Se tivesse acontecendo a fiscalização, a emissão do CT-e não aconteceria caso o preço do frete mínimo não estivesse sendo respeitado, e não teria como viajar. Porque ficar fazendo denúncia só vai gerar discórdia entre os caminhoneiros e os contratados”.

O representante diz ainda que a atual situação dos caminhoneiros é pior que durante a greve, pois agora o custo para o transporte está mais alto. Em razão disso, chegou a existir rumores em todo o país de uma paralisação dos caminhoneiros no sábado (30).

Diante da ameaça de uma nova greve, a Petrobras já anunciou hoje (26), que a política de renovação do preço do óleo diesel só será feita a cada 15 dias, e não mais diariamente como tem sido feito desde 2016, com a mudança da política de correção dos preços dos combustíveis, que passou a adotar como indexador a variação cambial do dólar norte-americano.  

Baitaca informa que não está na organização desta possível paralisação. Nos bastidores, a expectativa é que dessa vez o movimento paredista dos caminhoneiros não teria a mesma força que em 2018. Mas o cenário pode mudar, caso a ANTT não tome iniciativas sobre a fiscalização mais dura em relação à cobrança de preço mínimo do frete.
Fonte: RD News

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