Ford Caminhões: Caoa, Volvo, Agrale ou DAF estariam interessadas na compra?

Ford Caminhões: Caoa, Volvo, Agrale ou DAF estariam interessadas na compra?

Ford Caminhões: Caoa, Volvo, Agrale ou DAF estariam interessadas na compra?

Apõs o governador de São Paulo, João Doria, anunciar que há duas multinacionais e uma empresa brasileira interessadas em estudar uma proposta para a compra da fábrica da Ford em São Barnardo do Campo (SP), onde são produzidos os caminhões da marca, ficou aberto as especulações nos bastidores.

Entre as empresas brasileiras não há necessidade de especular, pois o Grupo Caoa já confirmou interesse em, pelo menos, estudar a possibilidade.

E faz todo o sentido para o Grupo Caoa investir na Ford Caminhões. Trata-se de uma empresa que cresceu com parcerias e foco no mercado nacional. Foi responsável por trazer Renault e Citroën para o Brasil, marcas, depois assumidas por suas matrizes. Depois trouxe Hyundai e Subaru. Mais recentemente, formou uma joint venture com a Chery para produção dos automóveis e SUV Chery. 

O Grupo Caoa é rápido em suas decisões e obteve sucesso em todas empreitadas. Além disso, é, ou foi, o maior distribuidor Ford no Brasil. O foco do grupo é o Brasil, único mercado da Ford Caminhões, com exportação para alguns países da América do Sul.

Na Turquia há a Ford Otosan, outra empresa, joint venture entre o Grupo Koç e a Ford Motor Company com foco apenas na Europa do Leste e do Oriente. Segundo o presidente da Ford Sul América, Lyle Watters, a Ford Otosan não tem interesse na Ford Caminhões brasileira. 

Assim, se a Ford Caminhões não interessa mais a Ford Motor Company, que anunciou que terá foco apenas em SUV e picapes, a marca pode ser muito lucrativa para o Grupo Caoa.


Entre as multinacionais, são mais opções e no momento não há nenhum indicativo de qual seja, apesar dos rumores no ano passado sobre interesse da DAF.

Mas vale lembrar que a Volvo, em 2012, queria ter uma segunda marca no Brasil para competir, exatamente, nos segmentos que a Ford Caminhões é bastante competitiva: chassis rígidos semipesados, médios, leves e semileves.

Na época, as opções mais prováveis dentro do Grupo Volvo eram UD e Renault Trucks. Teria que haver um grande investimento em linha de produção, contratação e treinamento de funcionários, marketing para divulgar a nova marca e criação da rede de concessionárias. No caso da Ford Caminhões, está tudo pronto. Porém, o Grupo Volvo não faz nada sem pensar e analisar os prós e contra antes. Assim, é difícil de imaginar que ela seria uma das multinacionais interessadas de última hora.

A Agrale já negou que tivesse interesse e sobre a DAF, veja as razões nas notas a seguir.
Após reunião na manhã desta quinta-feira (21/02), com o presidente da Ford América do Sul, Lyle Waters, o governador de São Paulo, João Doria, assumiu o compromisso de ajudar a achar um comprador para a fábrica de caminhões de São Bernardo do Campo (SP) para manter os empregos. Não será um tarefa fácil, mas tentar é preciso.

O ideal é que o foco não seja vender a fábrica em si, pois isso pode não garantir a preservação de empregos, mas sim, vender a unidade de caminhões, preservando empregos na fábrica, em fornecedores e na rede de distribuidores. Esta unidade, mesmo lucrativa, está fora das ambições e foco da Ford Motor Company nos Estados Unidos. 
Fonte: Transporte Mundial

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