BR-163: 8 mil caminhões estão parados em bloqueio em Mato Grosso

BR-163: 8 mil caminhões estão parados em bloqueio em Mato Grosso

Objetivo da ação promovida pela Polícia Rodoviária Federal é não piorar ainda mais as condições da rodovia e evitar que mais caminhões fiquem nos atoleiros

Cerca de 8.000 caminhões estão parados nos municípios de Guarantã do Norte, Matupá e Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, de acordo com cálculo da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os motoristas aguardam a liberação de um bloqueio realizado pela própria polícia para poder prosseguir pela BR-163. O objetivo da ação da PRF é não degradar ainda mais as condições da rodovia e evitar que mais caminhões fiquem nos atoleiros.


Nesta terça, dia 5, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a proibição do tráfego de carretas de Guarantã do Norte ao Pará deve ser mantido até sexta-feira, dia 8.


De acordo com Leonardo Leitão Ramos, chefe da 6ª delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso, os motoristas aguardam a liberação em redes de postos de gasolina, onde há maior estrutura física. “Muitos caminhoneiros têm consciência de que atravessar a divisa até o Pará não é a melhor iniciativa. A maioria dos motoristas está tranquila e de acordo que o ideal é permanecer em Mato Grosso”, afirmou.
Ramos ressaltou que há cerca de 350 quilômetros da BR-163, entre Guarantã do Norte e Novo Progresso (PA), em boas condições de trânsito. Com isso, a passagem de caminhões que estão programados para realizar entregas até Novo Progresso podem passar a barreira da PRF.
Mesmo com essa liberação, muitos seguem sem poder seguir pelo Arco Norte, já que a maioria dos motoristas tem como destino o Porto de Miritituba. Para poder chegar até lá, o único trajeto disponível passa pelo trecho entre Novo Progresso e Morais Almeira, ambos no Pará, que está bloqueado por conta de atoleiros. 

“Como nós iniciamos o bloqueio em Guarantã do Norte na noite do sábado (dia 2), há caminhoneiros que estão parados em Mato Grosso há pelo menos três dias. Isso sem contar os motoristas que já estavam parados por iniciativa própria, pois sabiam que se prosseguissem pela BR-163 ficariam presos nos atoleiros do Pará”, comentou. Os motoristas transportam principalmente soja, mas há carretas com produtos como verduras e combustível para aviação.
Fonte: Canal Rural

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