Volvo: “Teremos muitas novidades” + investimentos e contratações para crescer em 2019

Volvo: “Teremos muitas novidades” + investimentos e contratações para crescer em 2019

Volvo anuncia investimento adicional de R$ 250 milhões e contratação de 300 funcionários para ampliar produção no segundo turno.

“Nossa decisão de novos investimentos e contratações é resultado dos sinais consistentes de retomada da economia e da expectativa de um aumento de cerca de 30% no mercado total de caminhões no Brasil”, justifica Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, ao anunciar mais um aporte de R$ 250 milhões de investimentos e a contratação de mais 300 funcionários para ampliar a produção.

Produção limitou vendas em 2018

Alcides Cavalcanti, diretor de vendas caminhões Volvo
Para Alcides Cavalcanti, diretor de vendas de caminhões, as vendas em 2018 não foram maiores exatamente por causa do limite de produção da cadeia de suprimento. “Não sobrou um caminhão no pátio”, comenta.

A Volvo emplacou 10.642 caminhões em 2018, sendo 9.138 da categoria de pesados — modelos da família F (FH, FM e FMX). O número não foi suficiente para lhe garantir a liderança no segmento como nos três anos anteriores.

A liderança no ano passado ficou com a Mercedes-Benz, que conseguiu entregar 9.956 pesados no ano passado.


Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil
No final de 2017, em entrevista à TRANSPORTE MUNDIAL, o vice-presidente de marketing e vendas da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncini, já havia avisado: “Se o mercado reagir e crescer além do estimado, vai ganhar mercado quem tiver melhor cadeia de fornecedores e maior capacidade de produção”.

Foi exatamente o aconteceu em 2018, quando quase todos os fabricantes de caminhões pesados tiveram suas vendas limitadas pela manufatura e fornecedores de componentes. O segmento de pesados cresceu 85,5% no ano passado e, já no primeiro mês de 2019, cresceu 95,2%.

Destino dos R$ 250 milhões

Portaria da fábrica da Volvo em Curitiba, de onde a empresa quer que sai 30% mais caminhões em 2019
Wilson Lirmann explica que os R$ 250 milhões de investimento são adicionais aos R$ 1 bilhão que a marca está investindo desde 2017 e vão até 2020. Os novos recursos são para todos os negócios do grupo: caminhões, ônibus, equipamentos de construção e motores marítimos e industriais, na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços. Os executivos da marca avisam: “teremos muitas novidades este ano, aguardem”.

 

Volvo FH 540 vs Scania R 440
Para a Volvo, o FH 540 6×4 foi o caminhão mais vendido em 2018, com 4.114 unidades emplacadas.

Segundo a Fenabrave (associação dos distribuidores), se considerarmos todas as versões de eixos (4×2 + 6×2 + 6×4), a Volvo emplacou 4.188 unidades do FH 540. Neste caso, com todas as configurações de eixos, a Scania alega que o modelo R 440 foi o mais vendido no ano passado, com 4.492 emplacamentos.

Semipesados
No segmento de caminhões semipesados, a Volvo foi a marca que mais cresceu percentualmente: 65,5%.

Em unidades emplacadas, ela ficou na quarta posição, com 1.504 modelos da família VM entregues aos clientes. Ficou atrás da Volkswagen (6.805 unidades), Mercedes-Benz (4.913) e Ford (3.159), e na frente da Iveco (855) e Scania (615).

Ônibus

Volvo biarticulado: maior ônibus do mundo, com 30 m de comprimento
Com 430 ônibus vendidos, a Volvo registrou crescimento de 26,1%, considerando chassis rodoviários e urbanos.

Segundo Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Buses América Latina, se for considerado apenas chassis pesados, segmento no qual a marca se destaca com rodoviários, articulados, biarticulado e o B250R, foram 300 veículos emplacados no País, um crescimento de 114% em relação ao ano anterior.

Com as exportações, a fábrica de Curitiba conseguiu emplacar 908 ônibus na América Latina, sendo 55% no Brasil e 45% distribuídos em outros países da região, como República Dominicana, Colômbia, Chile, Peru e Argentina, este em queda devido à crise que o país vizinho passa.

Para 2019, a Volvo estima que o mercado de ônibus brasileiro irá crescer em torno de 20%, considerando os segmentos urbano e rodoviário. Nas exportações, Todeschini destacou a venda de 700 ônibus articulados e biarticulados para o sistema BRT de Bogotá, na Colômbia, que serão entregues entre este ano e 2020.
Fonte: TransMundial

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