Estradas ruins prejudicam o transporte em Rondônia

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Estradas ruins prejudicam o transporte em Rondônia

Chegar aos novos portos graneleiros de Porto Velho vem sendo missão difícil para os caminhoneiros de Rondônia. Outras estradas rurais da Capital estão bastante afetadas com as chuvas e compromete a passagem principalmente de veículos baixos. Com grande área geográfica, sendo o maior município em extensão do país, a manutenção de vias rurais e alimentadoras sempre foi encalço para os gestores.

A RO-005 conhecida como estrada da Penal que liga Porto Velho à foz do rio Jamari, no distrito de São Carlos, está com trechos bastante esburacados e formação de atoleiros (foto). Principal acesso aos novos portos graneleiros de Porto Chuelo e Cujubim, a estrada recebe diariamente alto fluxo de carretas carregadas de sojas. Algumas chegam atolar em pontos mais críticos.

Essa rodovia está em obras de asfaltamento numa extensão de 30 quilômetros. Por causa da intensidade das chuvas as obras foram suspensas e em grande parte da estrada formaram lamaçais e muitos buracos por causa do fluxo pesado de cargas.

A exportação de grãos através da hidrovia do rio Madeira subiu para 17 milhões de toneladas. Apesar das condições ruins da RO-005, o negócio não está afetado, mas o custo dos transportes tem pesado para os caminhoneiros e donos de frotas. A outra alternativa para chegar aos portos seria o anel viário que também não tem asfalto. Em toda a extensão buracos atrapalham o fluxo dos caminhões graneleiros.

Riachuelo isola comunidades de Ji-Paraná
O município de Ji-Paraná foi o mais castigado comesse inverno que causa cheias no rio Machado e seus afluentes. O setor rural foi bastante prejudicado e muitas estradas estão criticas. As estradas do projeto Riachuelo (RO-133 e RO-472), que dão acesso ao setor rural, ao distrito de Nova Colina e ao município de Rondolândia (MT), em dias de temporais ficam com diversos pontos de alagamentos, deixando os produtores rurais sem condições de acessos.

A ponte sobre o rio Riachuelo (foto), na linha 94, chegou a ser coberta pela água nos recentes temporais. Essa ponte foi reconstruída recentemente, e os moradores temem que a estrutura possa ser abalada e voltem a ter problemas de acesso até mesmo em época de secas. Os agricultores reclamam do isolamento e da falta de serviços emergenciais para garantir a passagem de veículos.

O maior volume pluviométrico de chuva registrado em Ji-Paraná chegou a 132/mm de água. Com isso, todas as estradas do setor Riachuelo ficaram intransitáveis por longas horas. Após baixar as águas os locais ficaram com crateras que além de dificultarem a passagem de veículos podem causar acidentes.

Na rodovia estadual (BR-135) ligando o município e ao distrito de Nova Londrina e a BR-429 (Vale do Guaporé), as condições da via ficou ainda mais prejudicada.

Outros municípios castigados
Em Presidente Médici foi preciso criar uma frente de serviços para garantir a trafegabilidade nas estradas rurais. Além do alagamento de pistas, pontes quebraram, bueiros foram rompidos e nascentes brotaram em algumas estradas. Os serviços emergenciais consistem em drenagens, aterro com pedras e cascalhamento de trechos críticos.

O município de Candeias do Jamari está com várias estradas intransitáveis. Entre as mais impactadas está a estrada do rio Preto, que dá acesso a importe setor rural e a balneários bastante frequentados. Nas linhas 20, 25, 35, 40 e 45 o escoamento da produção agrícola está comprometida.

A Prefeitura de Jaru mesmo durante o inverno iniciou a troca de bueiros por tubos com maiores bitolas e mais resistentes para garantir o tráfego nas estradas rurais. Importante produtor de leite, o município não quer ter prejuízos com a perda do produto agrícola.

Os municípios do Vale do Jamari, incluindo Ariquemes, tiveram muitas estradas prejudicadas com as chuvas. No inicio do mês foram registrados os maiores temporais da região causando alagamentos e sérios danos às estradas. A região é grande produtora agrícola, principalmente soja, gado e peixe, que abastecem agroindústrias locais e para exportação.


Fonte: Diário Amazonas

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