Caminhoneiros estão parados em atoleiros na BR-163

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Centenas de caminhões, carretas e veículos estão parados há mais de quatro dias em um trecho de pelo menos 10 quilômetros da rodovia federal, sem asfalto, entre as regiões de Novo Progresso e Moraes Almeida, no Pará ( 695 quilômetros de Sinop ). Um caminhoneiro informou, há pouco, ao Só Notícias, que saiu “ na sexta - feira de Sinop carregado e está parado em uma fila que já ultrapassa os 40 quilômetros. De acordo com o boletim diário do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ( Dnit ), a interdição é na Serra da Anita devido ao tempo chuvoso. 

A trafegabilidade está totalmente interditada em ambos sentidos. Fila de 8 km no sentido norte e 5 km no sentido sul. A inspeção diária da BR - 163, no Pará, é uma estratégia integrada para escoamento da safra 2018/2019 e faz parte do conjunto de medidas definidas pelo Ministério da Infraestrutura e DNIT, em parceria com o Exército Brasileiro. A operação, que teve início no dia 2 de dezembro de 2018 e segue até maio de 2019, traz uma série de ações, como a instalação de bases operacionais em três trechos da BR ( pontos críticos ), localizados entre os municípios de Novo Progresso e Moraes Almeida ; mobilização de mais de 900 pessoas de equipes do DNIT e do Exército ; implantação de sinalização específica para controle do tráfego, e envio de mais de 40 veículos e equipamentos especiais. Dos 707,4 quilômetros da rodovia federal localizados desde a divisa com Mato Grosso até a entrada para o Porto de Miritituba, 658 quilômetros já foram pavimentados pelo DNIT. 

Os quase 49 quilômetros a serem asfaltados estão divididos em dois lotes de obras, sendo 3 km ao sul da Vila do Caracol e 46 km sob responsabilidade do Exército perto de Moraes Almeida. O trecho que foi mais afetado pelas chuvas, próximo à Vila do Caracol, que estava em leito natural, hoje está com os serviços de terraplenagem e drenagem realizados e de pavimentação em execução, o que elevou o nível da rodovia. Com o avanço físico das obras neste trecho agora restam apenas sete quilômetros, que receberá as camadas finais de pavimentação e o pavimento asfáltico. 

O maior tráfego da rodovia é de carretas que saem de Mato Grosso levando grãos até o porto de Miritituba. Em fevereiro do ano passado, alguns motoristas chegaram a ficar sem água para beber e preparar a alimentação após ficarem parados com carretas e caminhões carregados por mais de uma semana, em um trecho de pelo menos 50 quilômetros na rodovia federal, nas proximidades da comunidade Riozinho, cerca de 22 quilômetros de Morais Almeida, no Pará.



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