Caminhões Pesados: Sem perder o embalo

Caminhões Pesados: Sem perder o embalo

Caminhões Pesados: Sem perder o embalo

O mercado de caminhões cresceu 46,8% em 2018 em relação a 2017, depois de alguns anos de recessão. Apesar do impressionante avanço relativo, os 76,4 mil caminhões emplacados no ano passado ainda estão longe dos mais de 172 mil vendidos em 2011 e ainda mais distante da capacidade instalada das fabricantes de caminhões no Brasil, que podem produzir mais de 300 mil veículos por ano. Embalada pelo crescimento da demanda nacional de caminhões pesados no ano passado, que evoluiu mais de 80% em relação a 2017, a Scania chegou ao fim de 2018 com 8.643 unidades vendidas, volume que representou uma alta de 50,2% em comparação ao ano anterior. Durante o evento “Perspectivas 2019”, realizado na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a marca sueca deixou claro que, para 2019, a expectativa é de crescimento em todos os seus mercados de atuação: caminhões, ônibus, serviços e motores industriais, marítimos e para geração de energia. Sua principal novidade para o mercado neste ano, a Nova Geração de caminhões, já vendeu mais de 3 mil unidades em apenas quatro meses. “O momento da Scania no Brasil é excelente. Com a Nova Geração, temos uma nova fábrica. Vivemos uma Nova Scania a partir de 2019”, afirma Roberto Barral, vice-presidente das Operações Comerciais da Scania no Brasil.

A Scania acredita que em 2019 o mercado de caminhões em que atua, acima de 16 toneladas (semipesados e pesados), deverá crescer de 10% a 20% na comparação com 2018. “O setor de caminhões continuará o movimento de recuperação ao longo do ano. Fatores decisivos como a estabilidade da economia e sua tendência de crescimento e a previsão de nova safra recorde já estão contribuindo para o aquecimento da compra de caminhões, especialmente de pesados”, pondera Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania no Brasil. Em 2018, a participação da Scania no mercado geral de caminhões chegou a 16,4%. Só nos pesados, o aumento de vendas da Scania foi de 63,8%, com a comercialização de 8.028 caminhões ante as 4.901 unidades do exercício anterior. A participação no segmento de pesados foi de 23,1%.

No segmento de ônibus, a previsão da Scania é na faixa acima de 8 toneladas crescer 15% e o segmento rodoviário aumentar em 20%, em 2019. “Temos melhores indicadores macroeconômicos e no ambiente muito mais otimista por parte do empresariado”, comemora Alan Frizeiro, gerente de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil. “Estamos seguros que continuaremos progredindo nos rodoviários de motorização traseira, especialmente com nosso campeão K 440 8x2. Nossas análises levam em conta as várias licitações de sistemas pelo Brasil, singularmente a de São Paulo, e as melhorias em mobilidade urbana que impulsionarão os operadores a retomar os níveis usuais de renovação de frotas”, acredita Frizeiro.


 
Em Serviços, a aposta é em uma alta geral de 28% na comercialização de programas de manutenção. “A Scania é a fabricante que vem revolucionando as soluções de serviços nos últimos anos. São grandes inovações, como a manutenção flexível, que elevaram o controle da gestão a níveis impensados até seu lançamento”, explica o diretor de Serviços da Scania, Fábio Souza. Lançado junto com a Nova Geração de caminhões, em outubro do ano passado, o PMS Fleet Care ajuda o cliente a obter o máximo da disponibilidade da frota por meio de um gestor coordenado pela rede de concessionárias da marca. Para 2019, a projeção é para que mais de 50% dos caminhões novos saiam com algum tipo de programa de manutenção.

Com a chegada da Nova Geração de caminhões, a fabricante investiu na modernização do complexo fabril do ABC Paulista. A área chamada de End Flow, ou Revisão Final, foi criada especialmente para o mais recente lançamento da marca. “Aqui, concentramos trabalhos minuciosos, etapas da vistoria que até então eram menores e descentralizadas. Com isso, a qualidade que já era boa ficou ainda melhor”, reforça João Batista Fernando do Santos, responsável pelo End Flow, onde a equipe de especialistas faz um trabalho, com tempo cronometrado, avaliando individualmente cada caminhão ou chassi de ônibus. Com o objetivo de alcançar os melhores índices de qualidade do produto, foram criadas soluções para aperfeiçoar a auditoria. Um exemplo é o Water Test (teste de água), uma etapa criada para eliminar os potenciais desvios relacionados à infiltração nas cabinas. Nessa etapa, o veículo é submetido a um ciclo de 10 minutos no qual 88 bicos lançam 6 mil litros de água – devidamente reciclada – sobre a cabina para simular uma chuva torrencial. O End Flow também conta com uma parte focada no conceito do veículo feito sob medida de acordo com cada aplicação, em que os caminhões são customizados. A área é chamada de Fit for Use (FFU) – ou pronto para o trabalho – da Scania. A personalização pode incluir desde tampas de porcas das rodas para mineração, adesivos, defletores e até implementos como caçambas.
Fonte: ABC DO ABC

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