Em função de alterações climáticas, SNA estima redução na safra de soja 2018/19 para 114 milhões de toneladas

Em função de alterações climáticas, SNA estima redução na safra de soja 2018/19 para 114 milhões de toneladas

Em função de alterações climáticas, SNA estima redução na safra de soja 2018/19 para 114 milhões de toneladas

A nova safra de soja do Brasil continua sofrendo com as condições climáticas em diversas regiões produtoras do país. As elevadas temperaturas e a falta de chuvas castigam as lavouras e diminuem seu potencial produtivo a cada dia. As chuvas que chegaram em algumas áreas foram limitadas e insuficientes para promover uma mudança significativa.

Tomando por base a última projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 120.1 milhões de toneladas – e já prevendo reduções – a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) estima que, em função de possíveis quebras, a safra poderá atingir a 114 milhões de toneladas.

“Parece que temos uma quebra já consolidada de pelo menos 5%. Há uma parte da área plantada com soja no Brasil em que as perdas já são irreversíveis. Parte dessas perdas resulta da antecipação do plantio ocorrida neste ano. Muitos produtores, na expectativa de fazer o plantio do milho safrinha mais cedo, colocam a safra em risco, antecipado o plantio da soja”, afirmou Hélio Sirimarco, vice-presidente da SNA.

Segundo ele, as próximas chuvas vão ajudar as lavouras que foram plantadas dentro do período normal para o ciclo médio e tardio. “Essas podem se recuperar”.

Diante do atual quadro, as consultorias privadas já começam a reduzir suas estimativas para a temporada 2018/19, divulgando números entre 118.87 a 113.18 milhões de toneladas. As estimativas iniciais chegaram a 130 milhões de toneladas. A última previsão do USDA foi de 122 milhões de toneladas.

Há uma semana, o Notícias Agrícolas divulgou relatos de produtores de várias localidades, nas quais as colheitas já vinham sendo adiantadas de 20 a 30 dias por conta do tempo extremamente quente e seco.

As informações chegam de todas as regiões. Há áreas sendo colhidas em Toledo, no Paraná, em que a produtividade alcança apenas 40 sacas por hectare – número bem baixo para as médias da região. Ao mesmo tempo, no sul do Maranhão não chove há mais de 20 dias e o potencial vai sendo diariamente reduzido.

Com relação à safra de verão de milho, a estimativa da SNA é de 27.2 milhões de toneladas. “A Conab prevê em seu relatório de dezembro uma safra de 27.4 milhões de toneladas. Com relação à safra de algodão, a estimativa da Conab é de uma safra de pluma de 2.3 milhões de toneladas”, informou Sirimarco.
 
Fonte: Eae Maquinas