Vendas de implementos têm ritmos diferentes entre leves e pesados

Vendas de implementos têm ritmos diferentes entre leves e pesados

Vendas de implementos têm ritmos diferentes entre leves e pesados

As vendas de implementos rodoviários seguem ritmos muito diferentes a depender do tipo de produto. De acordo com balanço divulgado quarta-feira, 21, pela associação dos fabricantes, a Anfir, a chamada “linha leve”, em amplo espectro de carrocerias montadas sobre chassis, tem desempenho abaixo da média de crescimento dos emplacamentos de caminhões, enquanto o “segmento pesado”, de carretas rebocadas na por veículos maiores e mais potentes, mostra resultado acima da média, em linha com a faixa de mercado que mais cresceu desde o ano passado, empurrado especialmente pelo agronegócio e suas grandes safras de grãos. Ainda assim, ambos os números encontram-se no campo positivo. 

De janeiro a outubro deste ano os fabricantes de implementos venderam modelos 37 mil carrocerias para chassis, volume 33,58% acima do mesmo período de 2017. O ritmo é bastante inferior ao registrado na recuperação do segmento de reboques e semirreboques, com quase 36 mil unidades negociadas em 10 meses, em crescimento de 80,14%. 

Segundo a Anfir, historicamente a linha de implementos leves sempre vendeu quase o dobro de unidades na comparação com as vendas de carretas, mas por causa da recuperação econômica mais lenta de alguns setores da economia, como o de entregas urbanas, hoje o número de produtos negociados nos dois segmentos é muito parecido. Somando carrocerias e veículos rebocados, foram vendidos de janeiro a outubro quase 73 mil implementos, o que configura alta de 53% sobre igual intervalo do ano passado. 

“A crise reduziu nosso mercado interno em dois terços e desorganizou nossas vendas”, explica Norberto Fabris, presidente da Anfir.


Segundo Fabris, isso explica porque a recuperação do setor de implementos rodoviários não é uniforme. “A indústria está sintonizada com os segmentos que estão reagindo, como o do agronegócio. Os resultados no mercado urbano ainda estão mais lentos”, avalia. 

No mercado externo, os esforços da Anfir junto com a Apex-Brasil para dar suporte à expansão comercial do setor na América Latina estão começando a dar bons resultados. De janeiro a setembro (dado mais recente) foram embarcados a outros países 2.715 reboques e semirreboques fabricados no Brasil, volume 1,31% acima do verificado no mesmo período de 2017. “O programa de exportação é uma ferramenta importante no processo contínuo de internacionalização da nossa indústria”, afirma Fabris.
Fonte: Automotive Business