Scania: A próxima etapa

Scania: A próxima etapa

Ser a plataforma das futuras inovações tecnológicas é a proposta da nova geração dos caminhões Scania, que chega à América Latina

Rentabilidade e segurança são questões fundamentais no setor de transporte de cargas. Não por acaso, foram os principais focos da nova geração de caminhões Scania, lançada na Europa no ano passado e que chega em 2019 aos mercados da América do Sul. Inclusive ao Brasil, onde os caminhões são produzidos na fábrica da marca sueca na cidade paulista de São Bernardo do Campo e exportados para todo o continente. As vendas começam em novembro e as primeiras entregas serão em fevereiro. O lançamento da nova geração no Brasil é um marco importante para a Scania, já que o país acaba de retomar este ano o posto de maior mercado da marca no mundo. “A abordagem de sustentabilidade da Scania é baseada em três pilares principais: eficiência energética, transporte seguro e eficiente – com otimização das funções do veículo por meio da conectividade – e a utilização dos combustíveis alternativos e/ou eletrificação dos veículos. Estamos colocando no mercado um pacote de produtos e serviços que traz um novo sentido à indústria pelo fato de unir tecnologia, design, eficiência, inovação, customização e sustentabilidade, capaz de atender às atuais demandas ao mesmo tempo que está pronto para o futuro”, afirma Christopher Podgorski, Presidente e CEO da Scania Latin America. A nova geração – apelidada pela Scania de ‘Máquina dos Sonhos’ – é resultado de 10 anos de desenvolvimento e investimentos ao redor de 2 bilhões de euros. No Brasil, foram investidos mais de R$ 2,6 bilhões para transformar o parque industrial do ABC Paulista em uma fábrica dentro do mesmo padrão de tecnologias e automação adotado na Europa.

Para aumentar a rentabilidade dos frotistas, a conectividade é um ponto chave. Os sistemas de gerenciamento de frota e de "coaching" de motoristas têm a função de aprimorar ao máximo a utilização dos caminhões e são parte integrante da proposta da nova geração de caminhões Scania. Os Programas de Manutenção (com planos para cada necessidade), o Driver Services (treinamento para o aprimoramento dos motoristas) e o Plano Flexível (cobrança por quilômetro rodado e que reduz em 16% os custos de manutenção) são os pontos principais. “Para o novo setor de transportes que está chegando e será a tendência nos próximos anos, a produtividade e a disponibilidade estarão cada vez mais ligadas ao uso inteligente dos dados gerados nas viagens”, aponta Roberto Barral, vice-presidente das Operações Comerciais da Scania no Brasil. Com a nova geração, a Scania está lançando o Fleet Care, um novo serviço de gestor de frotas.


 
Os motores movidos a combustíveis alternativos, como o GNV/Biometano e o biodiesel, também já começaram a ser oferecidos pela Scania. São três novos motores movidos a GNV/Biometano, com 280, 340 e 410 cavalos. A Scania anunciou no lançamento da nova geração que seu primeiro caminhão a gás "made in Brazil", um R410 6x2, acaba de ser vendido à Citrosuco, empresa paulista do setor de citricultura. Mas, além de dar suporte às tecnologias do presente, a nova geração de caminhões Scania é pensada para incorporar as tecnologias de direção autônoma e de eletrificação das motorizações, tendências inequívocas da indústria mundial de transporte rodoviário de cargas que serão gradualmente incorporadas aos modelos da marca nos próximos anos.

Nas cabines da nova geração de caminhões Scania, a reformulação foi radical. Não há sequer uma peça em comum com as cabines P, G e R oferecidas até então. As atuais sete configurações darão lugar a 19 possibilidades diferentes, com as novas P, G e R acrescidas da inédita S, a nova topo de linha. Junta-se às novas cabines o pacote XT, formado por componentes mais robustos, específicos para pisos irregulares e também indicados para operações fora-de-estrada, que pode ser aplicada nas cabines P, G e R. São três versões de teto: baixo, normal e alto – na Highline, a altura chega a 2,07 metros dentro da cabine. Apesar da renovação total, os designers da Scania cuidaram que sua aparência as tornasse inequivocamente reconhecíveis como autênticos produtos da marca. As novas cabines são imponentes, de aspecto musculoso, com uma área envidraçada bastante ampla. Aspectos ligados à aerodinâmica foram valorizados, para colaborar com a economia de combustível. Na parte frontal, nas laterais e até debaixo do veículo, tudo foi aprimorado para gerar uma resistência mínima ao ar. Retrovisores e conjunto ópticos foram concebidos seguindo o mesmo princípio.

Internamente, segundo a Scania, as cabines foram projetadas com foco no motorista. Nas novas cabines, a posição de direção foi deslocada 6,5 centímetros mais próximo do para-brisa e 2 centímetros para o lado esquerdo, em comparação com a cabine atual. Esse novo posicionamento ajudou a gerar uma visibilidade melhor, efeito que foi ainda ampliado graças à área envidraçada mais ampla, viabilizada pela adoção de colunas dianteiras mais finas, com aços de alta resistência. Em todas as opções de cabine, os espaços internos se tornaram mais generosos do que as anteriores. Aços de maior resistência passam a compor a estrutura da nova cabine para aumentar ainda mais a robustez.

Dentre os principais benefícios estão melhorias em segurança, visibilidade e espaços interiores. A grande novidade é a versão S, a topo de linha, que tem piso completamente plano – inédito na linha Scania no Brasil. Os espelhos nas cabines R e S têm uma função de grande angular, são eletricamente ajustáveis e têm amortecimento de vibrações. As novas cabines podem ser equipadas com airbags laterais anticapotamento integrados ao teto – uma técnica que nunca havia sido usada antes em caminhões.

A versão Euro 5 dos motores XPI da nova geração de caminhões da Scania – na Europa, já é utilizada a versão Euro 6 – foi desenvolvida com tecnologia de alta pressão de injeção de diesel. O número de propulsores usados pelos caminhões Scania subiu de três para quatro, com 11 potências: 7,0 litros de 220, 250 e 280 cavalos; 9,0 litros de 280, 320 e 360 cavalos; 13,0 litros de 410, 450, 500 e 540 cavalos; e 16,0 litros de 620 cavalos. O de 540 cavalos faz sua estreia mundial no Brasil. Em relação aos motores adotados na geração anterior, a Scania estima que a economia total de diesel chegue a 12%. Outra novidade que ajuda na economia de combustível é o Lay Shaft Brake, um sistema de freio de eixos como padrão nas caixas automatizadas Opticruise. Graças ao freio do eixo, a caixa de câmbio GRS905 faz a troca em 0,4 segundos, significando que o tempo de mudança de marcha foi reduzido pela metade. Utilizar o Lay Shaft Brake não só diminui o tempo de mudança de marcha como também contribui para que a pressão do turbo seja mantida. Com o lançamento da nova geração de caminhões, as previsões da Scania para o mercado brasileiro são bastante otimistas. Para 2018, a marca espera crescer 60% no segmento acima de 16 toneladas. E ainda aposta em uma alta de até 20% no mercado brasileiro de caminhões em 2019.
Fonte: ABC do ABC