Scania aprende na prática como reduzir consumo de combustível

Scania aprende na prática como reduzir consumo de combustível

Operações de transporte de marca servem de laboratório de testes

A Scania chama de Laboratório de Transporte algumas de suas operações no sistema logístico da empresa. Criado em 2008 como uma extensão do departamento de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Apenas nos primeiros cinco anos de atividade, o laboratório reduziu o consumo de combustível em 20% e a emissão de carbono 50% por tonelada transportada.

A área nasceu em um esforço da empresa de aprender no cotidiano do transporte os desafios enfrentados pelos seus clientes e como poder contribuir na rentabilidade do negócio.

O laboratório é equipado com 45 caminhões e ônibus, dos quais 14 são cavalos-mecânicos utilizados nos deslocamentos de longas distâncias rodoviárias. E desde o início do ano, com a tecnologia disponível em prateleira, a frota passou a ser operada a maior parte do tempo sem combustível fóssil e com acionamentos híbridos com o objetivo de alcançar redução da emissão de carbono em mais de 95%.


“Trata-se de praticar o que pregamos”, resume em nota Jan Björklund, chefe do Laboratório de Transporte da Scania. “Não estamos pedindo a nossos clientes e à indústria em geral que façam algo que não estamos dispostos a fazer sozinhos.”

Todos os dias, o fabricante opera 14 combinações de caminhões e reboques entre as fábricas em Södertälje, na Suécia, e Zwolle, na Holanda. Ao longo de um ano, cada caminhão soma em torno de 400.000 quilômetros, o que representa aproximadamente três vezes mais do que um veículo rodaria no mesmo período em uma operação média de transporte.

A operação entre as fábricas significa uma oportunidade única e rápida para a Scania testar e avaliar a qualidade e o desempenho do veículo. “Um dos principais aprendizados é o efeito do planejamento e do treinamento dos motoristas. Vemos que isso funciona e que ajustes relativamente pequenos têm grande impacto. Reduzir a velocidade de 90 km/h para 80 km/h nas operações de longa distância, por exemplo, é capaz de reduzir o consumo de combustível em 10%, enquanto a perda de tempo comparativa é de apenas 
Fonte: Estadão