Informações fora do padrão do Mercosul provocam mais uma polêmica no emplacamento

Informações fora do padrão do Mercosul provocam mais uma polêmica no emplacamento

No Brasil, foram incluídas duas mudanças, que já estão sendo contestadas por que fogem ao padrão Mercosul: a bandeira do estado e o brasão do município.

No Brasil, foram incluídas duas mudanças, que já estão sendo contestadas por que fogem ao padrão Mercosul: a bandeira do estado e o brasão do município.
As placas de veículos no padrão Mercosul estão envolvidas em polêmica de novo.

Um modelo único de placa para todos os países do Mercosul. A decisão foi tomada e assinada pelo Brasil em 2014. Ela tem uma faixa azul com o símbolo do Mercosul, o nome e a bandeira do país. Embaixo, sete caracteres, que combinam letras e números como cada país escolher. O Brasil optou pela sequência de três letras, um número, uma letra e dois números. Por aqui, só o estado do Rio de Janeiro começou a fazer a troca. O proprietário paga R$ 333,14, que é o valor das duas placas, mais a taxa de emplacamento.

De acordo com a resolução do Contran, as novas placas começariam a ser usadas em todo o país a partir do dia 1º de dezembro. Isso para os novos veículos emplacados e para os usados que trocarem de dono ou forem registrados em outro município. O modelo da placa padrão Mercosul tem o símbolo do Mercosul, o nome e a bandeira do país, as letras e os números. Só que no Brasil, foram incluídas duas mudanças, que já estão sendo contestadas por que fogem ao padrão Mercosul: a bandeira do estado e o brasão do município.

Um memorando da assessoria de relações internacionais no Ministério da Cidade, enviado ao diretor do Departamento Nacional de Trânsito - o Denatran - no dia 5 de dezembro do ano passado, informou que "os delegados dos países optaram por não introduzir na placa Mercosul elementos que indicassem a origem regional dos veículos." E que "portanto, a eventual introdução de indicadores regionais e locais, contraria as decisões indicadas na resolução”.

Apesar do parecer, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, disse que o governo decidiu incluir símbolos do estado e do município para garantir a cobrança de impostos e facilitar o trabalho da polícia: “para que haja melhor controle, seja pela segurança pública, ou seja pela questão das fiscalizações em termos de arrendação por parte de prefeituras e governo de estados”.
Fonte: G1