Citrosuco testará caminhão Scania movido a gás

Citrosuco testará caminhão Scania movido a gás

Iniciativa deve durar um ano e somar 300.000 quilômetros em viagens

Uma parceira da Scania com a Citrosuco colocará na estrada um caminhão movido a gás natural ou biometano durante um ano em rota de Matão ao Porto de Santos (SP) no transporte de suco de laranja para exportação.
 
 
A inciativa, inédita para caminhão pesado no Brasil, começa na primeira quinzena de dezembro e acumulará informações de 300.000 quilômetros em viagens. Os dados deverão demonstrar a viabilidade de tecnologia a gás, bem mais limpa em relação ao diesel para o transporte de carga no País.

“Estamos falando de um número consistente, em uma rota interessante do ponto de vista topográfico, que permitirá ao veículo enfrentar frequentemente a Serra de Santos”, conta Celso Mendonça, gerente de pré-vendas da Scania no Brasil. “Em termos de engenharia será um marco para o Brasil.”


A alternativa do motor movido a GNV/biometano, ou ainda uma mistura de ambos em qualquer proporção, é uma das apostas da Scania no portfólio de produtos de sua nova geração de caminhões, lançada oficialmente no fim de outubro com inicio das entregas em fevereiro.

O caminhão escolhido será da nova geração com motor de 410 cv. O modelo estará em operação com a Transportadora Morada do Sol, prestadora de serviços da Citrosuco. O abastecimento ficará a cargo da Gás Brasiliano, incialmente somente com GNV, mas com ideia de também testar biometano.

“O caminhão movido a gás/biometano é mais uma exclusividade da Scania mostrada no Brasil. Trata-se de uma opção viável ao diesel, que pode ser implementada em curto prazo e possibilita uma significante redução de custos com combustível”, afirma Roberto Barral, vice-presidente das operações comerciais da Scania no Brasil.

Por meio da conectividade ainda, a Scania poderá acompanhar o desempenho do veículo em tempo real, além de contribuir com a gestão da operação no que diz respeito a consumo de combustível e antecipação de eventuais falhas.

Pela experiência de quatro anos em demonstrações que a fabricante acumula com o primeiro ônibus dotado com a tecnologia a gás no País, mostra que o veículo emite 85% menos CO2 se abastecido com biometano e 70% menos com GNV.
 
Fonte: Estadão