Bolsonaro afirma que é melhor não haver tabelamento de frete

Bolsonaro afirma que é melhor não haver tabelamento de frete


Presidente eleito disse que o tema ainda está sendo estudado por sua equipe e que não há posição definida

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, entende que é melhor que não exista uma política de tabelamento de preços do frete rodoviário. Contudo, deixou claro que a questão ainda está sendo estudada por sua equipe. A declaração foi dada em coletiva realizada na tarde desta terça-feira no Superior Tribunal Militar (STM).

“O frete, a gente vai discutir essa questão. É bom sempre não haver tabelamento, isso é bom. Mas já começamos a estudar essa questão. Nós queremos nos antecipar a problemas. A questão dos caminhoneiros eu vinha acompanhando há muito tempo. Até que aconteceu a greve, né, que todo mundo perdeu. E isso nós devemos buscar maneiras de antecipar e resolver esse problema”, disse.

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“Por exemplo, precisava esperar tanto tempo para ver que um eixo levantado, o caminhão vazio, não é para pagar pedágio? Então, temos a indústria das multas também. Alguns pedágios escorchantes pelo Brasil. Quem paga a conta? É o caminhoneiro e é quem faz compra também”, completa.

Tabelamento do frete
A greve dos caminhoneiros deixou algumas heranças para o país. Uma delas é o tabelamento de fretes, determinado pelo governo por meio de uma medida provisória, convertida na Lei nº 13.703/2018.

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A ideia da norma era manter um valor mínimo para o transporte de cargas país afora, beneficiando os caminhoneiros, que alegam receber valores muito baixos pelo serviço desempenhado. Porém, também é possível entender que o tabelamento pode resultar no efeito oposto, afetando a produtividade, os preços dos produtos para o consumidor final e para o próprio caminhoneiro.

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A medida ainda hoje produz mobilização. De um lado, caminhoneiros exigem da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) o cumprimento da tabela de fretes e de aplicação de multas para quem não pratica os preços mínimos de contrato. De outro, o setor produtivo entende que a medida deve ser revogada e os valores devem ser definidos sem a interferência do governo.
Fonte: JOTA INFO