O que o agronegócio pensa sobre o tabelamento de fretes

O que o agronegócio pensa sobre o tabelamento de fretes

O que o agronegócio pensa sobre o tabelamento de fretes

Desde que foi aprovado pelo presidente Michel Temer no início de agosto, o tabelamento de frete vem gerando uma série de debates entre setor diversos setores da economia. No entanto, o agronegócio, de forma unanime, já tomou um posicionamento sobre o tema há tempos, especialmente após a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) (CNA), alega que a medida é inconstitucional. No último mês, a CNA decidiu ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão.
Ao participar de audiência pública sobre o tema no STF, a CNA destacou como a medida prejudica o agronegócio. “Antes da tabela vigorar, o custo do transporte, saindo de Sorriso (Mato Grosso) com destino a Santos (São Paulo), era de R$ 290 por tonelada. Após a tabela, esse valor aumentou 120%, passando para R$ 637,10 por tonelada”, destacou, à época, o Superintendente Técnico da entidade, Bruno Lucchi.

 O dirigente da entidade destaca que por ser um grande produtor de commodities agrícolas, Mato Grosso sente ainda mais os impactos do tabelamento. “Nesse momento preço do frete supera o preço da carga, uma vez que o tem o custo de R$ 25, com o custo da saca a R$ 22”.

Brás também é contrário ao tabelamento obrigatório para o transporte de cargas rodoviárias. Para ele, o frete de livre mercado é a melhor solução para o momento, para que a operação do setor agrícola volte a crescer.

No momento, a discussão sobre tabela de fretes está parada no STF, aguardando um parecer que pode sair apenas após as eleições. “Com o STF decidindo a favor da tabela, os pequenos produtores serão os mais prejudicados. A agricultura não vai deixar de produzir, mas o custo será passado para o consumidor”.
Fonte: info Money