Irritados com descumprimento da tabela do frete, caminhoneiros ameaçam parar em Goiás no dia 29

Irritados com descumprimento da tabela do frete, caminhoneiros ameaçam parar em Goiás no dia 29

Irritados com descumprimento da tabela do frete, caminhoneiros ameaçam parar em Goiás no dia 29

A principal ligação entre São Paulo e o centro-norte do País pode ser bloqueada por caminhoneiros no próximo dia 29 de outubro. O dia foi escolhido a dedo: uma segunda-feira, primeiro dia após as eleições presidenciais.

A ameaça foi feita por Wallace Landim, o Chorão, uma das lideranças dos caminhoneiros que teve papel relevante na paralisação feita em maio deste ano, que parou as principais estradas do país por dez dias.

O motivo seria, segundo Chorão, o descumprimento da tabela do piso mínimo do frete. Além disso, os caminhoneiros questionam falhas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na fiscalização do cumprimento ao frete mínimo.

Relembre: ANTT publica nova tabela de fretes no Diário Oficial da União

A mobilização está sendo organizada para bloquear as estradas em Catalão, sudeste do estado de Goiás.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de Goiás (Sindicam-Goiás), Vanderli Caetano, afirmou ao jornal Valor Econômico que teve conhecimento da convocação de paralisação pelo WhatsApp. Na mensagem, Chorão afirma: “Vamos bloquear a pista, as entradas das fábricas. Todos os caminhões que estiverem carregados abaixo do piso mínimo vão ter de voltar para a transportadora. Só sai de Catalão dentro do piso mínimo”. O bloqueio deverá atingir as cargas que vêm do sul do País através de São Paulo.

Vanderli Caetano acredita que o movimento seja localizado, e não vê riscos maiores, a ponto de torná-lo semelhante ao ocorrido em maio.

Outras lideranças ouvidas por vários jornais disseram que o movimento é localizado, e não viam muita chance de ele prosperar. Mas confirmaram o descontentamento da categoria coma situação de descumprimento da tabela do frete mínimo.

De qualquer forma, o cenário eleitoral deve definir a postura que será adotada pelos caminhoneiros, que poderão optar pelo diálogo, ou pelo confronto via protestos nas estradas.

Os caminhoneiros têm se queixado que as transportadoras estão pagando frete abaixo do piso mínimo estabelecido pela ANTT. Em caso de recusa, o profissional não é mais contratado por outras transportadoras, como se passasse a integrar uma lista negra.

A ANTT anunciou em setembro que estava em estudos a aplicação de multa de R$ 5 mil por viagem às empresas que contratassem o frete com valor inferior ao da tabela. Outra punição anunciada pela Agência seria a multa de R$ 3 mil para quem anunciasse a contratação (ou intermediação) de cargas em valor inferior ao piso mínimo.
Fonte: Diário do Transporte