Grupo criminoso pretendia levar R$ 30 milhões de transportadora de valores no Ceará, diz Polícia Federal

Grupo criminoso pretendia levar R$ 30 milhões de transportadora de valores no Ceará, diz Polícia Federal

Os criminosos presos pela tentativa de assalto a uma transportadora de valores em Fortaleza, nesta terça-feira (23), pretendiam levar R$ 30 milhões da empresa, e lucrar pelo menos R$ 2 milhões individualmente, segundo a Polícia Federal. Nove foram capturados quando se preparavam para atacar o imóvel.

“Acreditavam que teria 30 milhões na base, não sei se era informação privilegiada ou coisas que eles imaginavam, apenas, e que na divisão ficaria em média 2 milhões pra cada um”, afirma Samuel Elanio, delegado da PF.

De acordo com a polícia, por volta de meia-noite e meia, os bandidos tentaram atacar a empresa. Eles ocupavam três veículos clonados. A polícia interveio e houve troca de tiros. Dois bandidos, um de 33 anos, conhecido por “Paulista”, e outro de 38 anos, o “Baiano”, e um policial federal, foram baleados. Nenhum deles corre risco de morte.

Pelo menos 15 homens participaram da tentativa, segundo a PF. A polícia suspeita que o bando faça parte de uma facção criminosa. Parte deles conseguiu fugir. Um dos veículos usado na fuga foi recuperado nesta terça.

Elanio afirma também que parte dos suspeitos veio de São Paulo só para realizar o crime. “Boa parte deles talvez nem se conheçam tanto. É mais uma espécie de consórcio, um convite, e como eles já atuam nesse tipo de empreitada, participam sem maior dificuldade”, explica.

O grupo criminoso vem sendo investigado há meses. “Sabíamos que poderia haver ataque a alguma instituição financeira”, diz Elanio.

Os suspeitos presos vão responder pelos crimes de organização criminosa, receptação, uso de documento falso, tentativa de roubo, e alguns por tentativa de homicídio.

Cabos danificados
Alguns minutos antes do ataque à empresa, os rádios comunicadores da Polícia Militar pararam de funcionar. A suspeita é de que o grupo tenha danificado os cabos de fibra ótica na central que fica perto da Secretaria da Fazenda (Sefaz) para evitar a troca de informações entre os policiais.
Fonte: G1