Reajuste da tabela do frete trará custo adicional de R$70 milhões ao comércio paranaense

Reajuste da tabela do frete trará custo adicional de R$70 milhões ao comércio paranaense

Reajuste da tabela do frete trará custo adicional de R$70 milhões ao comércio paranaense

O reajuste médio de 5,5% na tabela do frete, anunciado no começo do mês pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), vai custar R$ 1,09 bilhão ao comércio brasileiro até o fim deste ano, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No Paraná, a projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR) é de que o transporte das mercadorias comercializadas pelo varejo custe aos empresários aproximadamente R$ 70 milhões a mais em 2018. De acordo com a coordenadora de pesquisa da Fecomércio PR Priscila Andrade será inevitável que o empresário repasse os custos mais altos com o frete.

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Um levantamento da CNC, apontou que a atividade econômica vinha apresentando um fraco crescimento no fim de 2017, e a partir de maio de 2018 setores que não sofreram queda ficaram estagnados segundo Priscila de Andrade.


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Com o novo valor do frete, o empresariado deverá reduzir a margem de lucro, o que pode frear investimentos e também limitar a contratação de pessoal, especialmente no fim de ano, como explica a coordenadora de pesquisa da Fecomércio Priscila Andrade.


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Os gastos com serviços de frete representam 10,5% das despesas anuais do comércio, chegando em alguns ramos a 20% dos custos totais. As atividades mais penalizadas serão as atacadistas de matérias-primas, de combustíveis e de alimentos. Mas há setores em que o frete já custa mais do que o próprio produto.

A atividade econômica do comércio representa a última etapa da cadeia produtiva, fazendo com que o custo seja cumulativo, ou seja, a mercadoria chega com preço mais elevado, em decorrência das etapas anteriores.

A CNC estima que as despesas com frete somaram R$ 50,7 bilhões em 2017, considerando todas as empresas comerciais brasileiras. Mesmo que nenhum outro reajuste seja autorizado na tabela em 2018, o impacto dos gastos adicionais com fretes corresponderá a um acréscimo final de 0,6% nas despesas totais do comércio em 2018.
Fonte: CNB Curitiba