Conheça a pista de testes da Mercedes para caminhões e ônibus

 
A pista foi feita para veículos mais pesados
A pista foi feita para veículos mais pesados (Jonatan Sarmento/Quatro Rodas)
O que Baku (Azerbaijão), Sochi (Rússia), Austin (EUA), Abu Dhabi (Emirados Árabes), Xangai (China) e a pequena Iracemápolis (SP) têm em comum? Todas abrigam pistas que contaram com a consultoria do alemão Hermann Tilke para sua construção.
A diferença é que na cidade paulista os veículos são bem mais pesados e lentos do que nos circuitos de Fórmula 1: são caminhões e ônibus da Mercedes-Benz que, aliás, circulam ali forçosamente a baixas velocidades, pois o objetivo não é vencer uma corrida, mas sim testar a robustez, a confiabilidade e a durabilidade dos veículos.
A pista de testes foi inaugurada em maio e fica junto à fábrica de automóveis que produz o Classe C e o GLA.

Sobre a pista

  • Números
 (Divulgação/Mercedes-Benz)
– 1,3 km² de área total
– 12 km de extensão total das pistas
– 18 meses de construção
– 1,5 milhão de metros cúbicos de terra movimentado
– R$ 90 milhões gastos
  • Pé no chão
 (Divulgação/Mercedes-Benz)
O trecho de terra, na parte de fora do campo, é onde se checa a vedação contra poeira e lama.
  • Curinga
Esta pista permite instalar e tirar obstáculos personalizados para fazer algum teste muito específico.
  • Acústica
 (Divulgação/Mercedes-Benz)
Em outra pista externa, são verificados os ruídos internos e externos emitidos pelos veículos e a emissão de calor na cabine.
  • Pit Stop
 (Divulgação/Mercedes-Benz)
Na oficina são analisados os itens submetidos aos testes. Os dados são compartilhados online com outros campos de provas da marca no mundo.
  • Pistas especiais
 (Jonatan Sarmento/Quatro Rodas)
O conjunto dos diversos circuitos soma uma grande variedade de ondulações que simulam o uso em estradas, para os veículos maiores (1), e condições de ruas e avenidas para ônibus urbanos e caminhões menores, usados para entregas em cidades (2). Não faltam buracos, desníveis, valetas, costelas de vaca e junções de pontes (3).
  • Zerinho
Pistas circulares testam caminhões carregados em vários tipos de curva.
  • Sobe e desce
 (Divulgação/Mercedes-Benz)
Em forma de 8 vistas de cima, as duas rampas de 14% de inclinação avaliam o comportamento e a partida do veículo em subida e descida.
  • Piso duro
 (Divulgação/Mercedes-Benz)
Para suportar esses pesos pesados, a pista recebeu placas de concreto pré-moldado, que duram pelo menos 30 anos, com tolerância máxima de desgaste de 5 mm. Foram 840 placas diferentes, que medem 5 metros e pesam de 15 a 18 toneladas cada.
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Fonte: Quatro Rodas