Como funciona a tabela do frete, reivindicada por caminhoneiros após a greve

Preços mínimos têm como base critérios como quantidade de quilômetros percorridos e número de eixos dos caminhões 

As tabelas de fretes foram elaboradas conforme as especificidades das cargas e estão divididas em geral, granel, frigorificada, perigosa e neogranel. A partir daí, os preços mínimos têm como base critérios como quantidade de quilômetros e número de eixos dos caminhões. 
Como tem três eixos, o R$ 1,03 é multiplicado por três, o que dá R$ 3,09 por quilômetro. 

Em seguida, a distância de 550 quilômetros é multiplicada por R$ 3,09, o que resulta em valor mínimo de R$ 1.699,50 para a viagem. 

Além dos R$ 1.699,50, o transportador pode cobrar um preço a mais, referente ao lucro, que não faz parte do mínimo. 

Se no trajeto o transportador terá de pagar, por exemplo, R$ 300 de pedágio, então, além dos R$ 1.699,50 e do valor do lucro, deverá receber mais R$ 300. 

Simulador 
A ANTT publicou em seu site uma ferramenta para calcular o preço de fretes rodoviários. 

O tabelamento dos preços dos fretes rodoviários foi uma das reivindicações de caminhoneiros atendidas pelo governo federal,  no fim de maio deste ano, para tentar pôr fim à paralisação que durou 11 dias e afetou diversos setores da economia.  Desde então, o governo federal editou três tabelas. A primeira foi publicada no Diário Oficial da União do dia 30 de maio.  

Em 7 de junho, foi editada a segunda versão, suspensa algumas horas depois pela ANTT porque os valores desagradaram aos caminhoneiros.  

Nesta quarta-feira (5), entrou em vigor a terceira edição, com reajuste que varia de 1,66% a 6,24%, dependendo do tipo de carga e da distância percorrida. A alteração ocorre sempre que o preço do óleo diesel tenha variação superior a 10%.  
Fonte: Gaucha ZH