Então para que serve a dupla-debreagem?

Então para que serve a dupla-debreagem?

Então para que serve a dupla-debreagem?

Nos câmbios tipo “caixa-seca” esse anel não existe. Eles só foram inventados na década de 1920 e levaram mais 30 ou 40 anos para se tornarem o padrão da indústria. A sincronização das marchas era feita pelo próprio motorista usando a dupla debreagem (ou dupla embreagem; que não tem nada a ver com os câmbios de embreagem dupla, logicamente) tanto nas subidas de marcha quanto nas reduções.

 

E como eu faço isso?
Embora pareça complicada ao ler a descrição, ela é uma técnica simples. Como exemplo, você está em primeira marcha e precisa mudar para a segunda. Então você pisa na embreagem, coloca o câmbio em ponto-morto e solta a embreagem (acoplando a transmissão ao motor novamente). Isso fará a queda da velocidade do motor (eixo de entrada) influenciar diretamente a velocidade da engrenagem da marcha seguinte, colocando-a mais ou menos na rotação correspondente à marcha seguinte. Quando o motor atingir essa rotação, você pisa novamente na embreagem e engata a marcha (deslizando a luva de engate sobre a engrenagem seguinte).

Nas reduções o processo tem uma diferença na segunda etapa. Você vem em terceira marcha, pisa na embreagem, coloca o câmbio em ponto-morto e solta a embreagem. Com o motor e o câmbio acoplados, você aumenta a velocidade do motor (e consequentemente do câmbio) até a rotação correspondente à marcha menor. Ao atingir essa rotação, basta embrear, e reduzir a marcha.
Os processos parecem lentos, mas na prática é tudo feito de forma tão rápida e intuitiva quando a troca de marchas comum, com uma só debreagem.

 

Ainda serve para alguma coisa hoje em dia?
Apesar de ter caído em desuso com a popularização dos câmbios sincronizados, a técnica ainda é usada por motoristas de caminhão (como no vídeo acima) e é até mesmo obrigatória para obter a habilitação para caminhões pesados nos EUA, que geralmente usam câmbios não-sincronizados por uma questão de maior resistência e durabilidade.
Fonte: Flat Out