Criminosos compram 14 caminhões e não paga com documento falsos

Criminosos compram 14 caminhões e não paga com documento falsos

Criminosos usam documentos falsos e compram frota de caminhões em SP; prejuízo chega a R$ 20 milhões

Justiça decretou a prisão temporária de quatro suspeitos de integrar uma quadrilha de estelionatários que aplicou um golpe de R$ 20 milhões. Eles se passaram por empresários de uma multinacional chinesa, compraram uma frota de caminhões, não pagaram e ainda alugaram os veículos para outras empresas.

Thiago Fanti Silva apontado pela polícia como mentor do golpe e a mulher dele, Larissa Maiara, foram presos nesta sexta-feira (17) em Londrina, no Paraná. Eles viviam em um apartamento de alto padrão, que alugaram de um juiz da cidade.

Agora, o banco e a polícia procuram outros três caminhões entregues para a quadrilha. Eles podem estar rodando em qualquer lugar do país.

Segundo o delegado Fábio Pinheiro Lopes, os presos vão responder por estelionato e associação criminosa. A polícia acredita que o bando seja formado por pelo menos dez pessoas.

“Para se ter uma ideia, cada caminhão estava agregado por R$ 30 mil por mês. Se eles trabalhando lá, dez caminhões que é o que já tinha, ele ia ganhar R$ 300 mil por mês”, disse o delegado.

Onze caminhões apreendidos ocupam todo o pátio da delegacia no Itaim Bibi, na Zona Oeste de São Paulo. Só que quem comprou não pagou.

Como foi o golpe
Nos últimos meses, um banco foi procurado por supostos empresários, que pediram financiamento para comprar 40 caminhões. Ninguém suspeitou que fosse um golpe.

Eles usaram o nome de uma companhia chinesa, até alugaram salas em um prédio comercial na Vila Olímpia, na Zona Sul, um andar acima do escritório da multinacional.

A investigação descobriu que o grupo registrou uma procuração falsificada na Junta Comercial de São Paulo, em nome de falsos acionistas da empresa. Com os documentos aparentemente em dia, o banco liberou o dinheiro.

O golpe foi descoberto quando os verdadeiros diretores da empresa receberam a cobrança do banco e aí procuraram a polícia.


A quadrilha já estava com os 13 caminhões quando o golpe foi descoberto. Para saber onde eles estavam, a polícia fez uma operação controlada. Mandou entregar um outro caminhão como isca. Ele saiu de São Paulo com um rastreador.

Outros 11 caminhões estavam num pátio, na cidade de Telêmaco Borba, no Paraná. Eles estavam alugados para uma transportadora, que movimentava cargas de papel e madeira de uma indústria. Foram todos apreendidos e trazidos para São Paulo.
Fonte: G1