Fim da greve dos caminhoneiros é novo teste para o governo Temer

 Michel Temer


A esperança do governo Michel Temer é que a saída de Pedro Parente do comando da Petrobras dê fôlego ao governo. A queda do executivo da Petrobras abre as portas para mudanças na política de reajuste de preços dos combustíveis. Possibilita ao Palácio do Planalto a retomada do diálogo com a Câmara dos Deputados e o Senado. 

Após pronunciamento de anúncio de acordo com a categoria, Temer lidou com os primeiros “ panelaços ” em bairros nobres de diferentes capitais. Diante das discussões do alto custo do óleo diesel e sobre como reduzi - lo, os presidentes das duas casas do Parlamento criticaram a atual política de reajuste de preços da Petrobras e acenaram com uma trégua apenas para aprovar as medidas de interesse dos transportadores. Em pronunciamento na sexta - feira, Temer declarou que não haverá, por parte do governo, “ qualquer interferência política de preços ” da estatal sob o comando do próximo presidente, Ivan Monteiro. Outra é a possibilidade de Temer ser denunciado pela Procuradoria - Geral da República ( PGR ) uma terceira vez, situação que não joga a favor do governo e da pré - candidatura de Meirelles, que poderia absorver os impactos negativos da decisão. Para o especialista em política brasileira Sérgio Praça, professor da Fundação Getúlio Vargas ( FGV ), não seria uma surpresa o cenário turbulento empurrar de vez o MDB a propor uma coligação com o PSDB. Por esse motivo, ele não vê motivos para o MDB abandonar a campanha de Meirelle.



Fonte: Correio Brasiliense

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