Caminhoneiros encerra greve no Porto de Santos



SÃO PAULO - Caminhoneiros autônomos concentrados há 11 dias da área da Alemoa, um dos principais acessos ao Porto de Santos, no litoral paulista, decidiram encerrar a paralisação após assembleia na noite de quinta-feira. A decisão foi tomada depois do comando da Operação Caiçara, como foi batizada a ocupação dos principais acessos ao cais santista pelas Forças Armadas, anunciar que a ação será mantida por tempo indeterminado.



Representantes de três associações de caminhoneiros autônomos saíram da capital paulista, após audiência com o governador Márcio França (PSB), e se encontraram com o grupo reunido em Santos. Após conversa com os manifestantes, foi decretado o fim da greve e o retorno ao trabalho a partir da 0h desta sexta-feira (1º).



Entre os pontos acordados entre França e os representantes da categoria, está o parcelamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e a garantia de ao menos dez pontos de parada para os caminhoneiros nas rodovias, nos quais eles teriam a disponibilidade de diesel entre 10% e 15% mais barato.

A Operação Caiçara envolve agentes das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha), Polícia Federal, Polícia Militar, Agência Nacional dos Transportes Aquáticos e a guarda portuária.

Segundo o general, a ação começou na madrugada de quinta-feira para a desobstrução das vias que dão acesso ao porto e, quando os manifestantes chegaram, já não havia como fazer bloqueios e não houve confronto. Não há prazo para término da operação. Porto explicou que a Garantia de Lei e Ordem, decretada pelo presidente Michel Temer, vai até o dia 4 de junho, mas pode ser prorrogada se houver necessidade.

No início da manhã, houve escolta das forças de segurança para que os caminhões pudessem chegar e sair dos terminais. Alguns veículos chegaram a ser acompanhados até a altura de Juquitiba, já no Vale do Ribeira. No entanto, no período da tarde, a maior parte dos caminhões fez o trajeto sem essa proteção.

A prioridade foi dada aos caminhões com grãos porque eles possuem, dentro do Porto, áreas específicas para descarregamento de forma mais rápida. Já os veículos com contêineres são mais complexos de operar e, por isso, devem chegar aos terminais de forma gradual

Fonte: O Globo