Protesto já dura mais de 24 horas e cobra melhorias no bairro Nacional em Porto Velho

Moradores reivindicam asfaltamento da estrada do Belmont e reestruturação de unidade de saúde. Bloqueio causou fila de caminhões que chegou a BR-319.

Já dura mais de 24 horas o protesto de moradores do bairro Nacional, na Zona Norte de Porto Velho, que bloquearam a Estrada do Belmont, na esquina com a Avenida Farquar para exigir a pavimentação da estrada, a restruturação da unidade básica de saúde da comunidade e reativação de uma escola rural, fechada há quatro anos.


O manifesto teve início por volta das 8h da manhã de segunda-feira (23) e gerou um congestionamento de carretas. “Só sairemos daqui quando alguma autoridade garantir que nossas reivindicações serão atendidas”, afirmou Francisco Apodi.

A comunidade quer também a reativação da escola rural Professor Antônio dos Santos que, segundo o líder comunitário Francisco Apodi, está fechada desde a enchente de 2014.

Segundo ele, o trecho sem asfalto da Estrada do Belmont está intransitável, com buracos e atoleiros. “Os produtores não têm como escoar a produção por via terrestre e até o programa saúde da família está prejudicado, uma vez que o agente de saúde não consegue chegar às famílias da área rural”, salientou o líder comunitário.
Os manifestantes esperam que autoridades ligadas à saúde municipal adotem providências para que os dois consultórios odontológicos da unidade de saúde local sejam reativados. Segundo servidores públicos do posto de saúde, há mais de um mês dos dois consultórios, que atendiam 40 pessoas por dia, estão paralisados devido problemas nas cadeiras. “Agora, estamos apenas orientando e medicando os pacientes”, afirmou uma servidora que não quis se identificar.
Outra servidora informou que os agentes de saúde estão fazendo visitas às famílias, “mas os moradores do Belmont, das áreas mais afastadas, estão sem atenção devido a dificuldade no acesso”. A mesma servidora disse ainda que há dias em que faltam remédios e até materiais simples como a gaze.
Caminhoneiros

Parados desde o início da manhã, alguns caminhoneiros apoiam o protesto. “Essa estrada está intransitável, algo tem que ser feito”, disse o caminhoneiros Josias da Silva Pereira. Outros motoristas, já impacientes, reclamam da falta de segurança no local e da ausência de banheiros para necessidades básicas. “Três companheiros nossos já foram assaltados durante essa paralisação, se não houver policiamento aqui e banheiro pra gente usar, vamos furar esse bloqueio”, comentou um caminhoneiro, condenando a ação dos moradores.

DER

A assessoria do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que o Estado faz a manutenção de um trecho de cerca de quatro quilômetros da Estrada do Belmont, que começa na Farquar e vai até a última distribuidora de combustível do Belmont. O DER informou ainda que a área rural da estrada é de responsabilidade da prefeitura.

A produção da Rede Amazônica aguarda resposta da assessoria da prefeitura de Porto Velho.