Por dentro de uma fábrica revolucionária de caminhões


A alemã Mercedes-Benz inaugurou em março uma nova linha de montagem baseada nas tecnologias mais avançadas. Com 500 milhões de reais de investimento, realizado de 2014 a 2018, as inovações em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, fazem com que a produção de um caminhão seja 15% mais rápida do que na linha anterior. “Temos flexibilidade total agora. Podemos fabricar qualquer caminhão e em qualquer sequência”, afirma Carlos Santiago, vice-presidente de operações da montadora no Brasil. Veja as principais mudanças realizadas.


Tráfego de robôs
Os custos de logística caíram 20% com um almoxarifado dentro da fábrica, onde há a pré-montagem de componentes. Depois, os AGVs — autômatos amarelos que se comunicam uns com os outros para evitar acidentes — distribuem as peças por toda a linha.
Torque digital
Com caminhões leves, médios, pesados e extrapesados numa só linha, as apertadeiras eletrônicas ajustam sozinhas a força para rosquear os parafusos de cada tipo de veículo. Se algo estiver solto, o sistema impede o avanço para a próxima etapa de montagem.

Rastreamento
Como a linha permite grande personalização, leitores digitais se certificam de que cada peça corresponda ao que foi encomendado para cada caminhão. Na imagem, um painel exibe o número de série antes de aprovar a montagem de um motor no chassi. A ideia é, no futuro, liberar esse número para que clientes acompanhem a produção em tempo real.



O grande irmão da segurança
Em todas as áreas em que há movimentação suspensa de materiais, scanners seguem os movimentos dos funcionários. Se alguém invadir

o espaço delimitado pelas fitas zebradas, o sistema para automaticamente a produção, reduzindo acidentes. Os operários só são autorizados a estar no local quando a peça estiver a uma altura segura.



Tudo sem papel
O controle de processos e de qualidade é feito por meio de aparelhos digitais similares a smartphones. É possível apontar erros com exatidão e diminuir retrabalhos. Há também um aplicativo utilizado pelos engenheiros que informa quantos caminhões já foram produzidos e quantos parafusos já foram apertados.
Fonte: EXAME