O que o câmbio automático sequencial Tiptronic tem de especial?


Por muitos anos, Peugeot e Citroën tratavam seu câmbio automático de quatro marchas (sim, o famoso AL4) como “Tiptronic System Porsche” – o nome da empresa alemã funcionava como um aval de qualidade para a tecnologia.

O sistema já tem quase 30 anos e acabou se tornando uma espécie de sinônimo para a transmissão automática do tipo sequencial. Para fazer uma analogia de marcas, é o que Gilette fez às lâminas de barbear.

Mas, afinal, o que é o Tiptronic?


É mais simples do que parece. O nome pomposo diz respeito ao gerenciamento do câmbio, que se adapta ao modo de condução do motorista e ainda pode operar em modo sequencial.
Os motoristas podem escolher entre usar o modo automático (Drive), onde o câmbio faz mudanças de marcha por conta própria de acordo com o seu estilo de condução, ou fazer as trocas de marcha no momento que quiser, por meio de toques na alavanca de câmbio ou das borboletas atrás do volante.

Geralmente o modo sequencial é habilitado ao colocar a alavanca para uma posição lateral (sem atrapalhar as  tradicionais posições P, R, N e D) mas também pode ser habilitado pela posição M (manual) ou S (Sport), o que é mais comum em carros com borboletas.
Hoje o modo sequencial é praticamente obrigatório para os câmbios automáticos.

Mas não era assim até 20 anos atrás, quando as posições L, 2 e 3 limitavam o uso a apenas estas marchas para manter a força do motor em determinadas circunstâncias.

A posição L (de Low) era indicada para ladeiras íngremes, por exemplo. Isso era importante quando as transmissões tinham no máximo quatro marchas, muito mais espaçadas entre si.
Fonte: Quatro Rodas