BR-277 tem pedágio mais caro que frete para uma tonelada de soja


Com o capô do caminhão aberto, Adalberto de Andrade fazia uma verificação antes de seguir viagem. No posto de combustível às margens da BR-277, no município de Palmeira, o caminhoneiro parou para conversar com a reportagem e contou que é autõnomo e se preparava para levar soja até Paranaguá.



Disse que o frete foi contratado a R$ 58 por tonelada, um preço bom, considerando que, por aquelas bandas, ainda tinha soja no campo. O trecho a ser percorrido é de quase 200 quilômetros. “A estrada está boa, mas é cara. O pedágio é caro e ainda cobra pelo eixo erguido. Não é justo”, diz, contando ter 12 anos de estrada e reclamando também o alto preço do diesel.