Greve de auditores gera “fila” de 2.600 caminhões no Porto Seco de Foz

Greve de auditores gera “fila” de 2.600 caminhões no Porto Seco de Foz

O “cabo de guerra” entre auditores fiscais da Receita Federal e os Ministérios do Planejamento e da Fazenda tem custado caro às transportadoras que atuam no ramo de importação e exportação na região do município de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A estimativa dos sindicato destas empresas é de que 800 caminhões estejam parados no Porto Seco e mais 1.800 estejam à espera de liberação em postos de combustível da região.
A celeuma é justificada pelos auditores diante o não cumprimento da campanha salarial acordada com o governo do presidente Michel Temer (PMDB) no final do ano passado, além de outras inúmeras situações consideradas prejudiciais ao pleno desempenho das funções da categoria, sobretudo, nas regiões de fronteira. Em razão disso, desde o dia 30 de novembro passado os auditores atuam em operação padrão com 30% de seu efetivo para atender toda demanda do maior Porto Seco da América Latina em movimentação de cargas.




Na avaliação do diretor de comunicação do Sindicato das Empresas de Transporte Internacional de Foz do Iguaçu (SindiFoz), Paulo Cezar de Melo, as transportadoras estão “em uma briga do mar contra o rochedo”.

“Entendemos a insatisfação destes servidores. Acontece que, diante o não funcionamento do trabalho deles, nós não também não conseguimos trabalhar. E quem paga esta conta?”, questiona o sindicalista.


De acordo com Paulo Cezar, levantamento realizado pelo SindiFoz aponta um prejuízo das transportadoras da ordem de R$ 8 milhões por dia em razão da redução do trabalho de fiscalização e suas consequências diretas impostas ao setor. “Um caminhão parado aumenta consideravelmente os gastos das transportadoras com estadia e alimentação de seus caminhoneiros. Além disso, prazos são descumpridos, multas são impostas e uma série de outros custos que só aumentam. Chega um ponto em que o empresário se percebe estrangulado”, destaca.

As informações foram repassadas durante um protesto promovido pelo SindiFoz na manhã desta segunda-feira (11), na frente da delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu.

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