Motoristas de ônibus anunciam paralisação no Rio, mas Justiça impede


Rio - O Sindicato dos Rodoviários vai entrar, nesta segunda-feira, com recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, contra a decisão que proíbe a paralisação da categoria, marcada para esta terça-feira. O objetivo é reivindicar por ajuste salarial e da cesta básica, além de protestar contra demissão em massa dos funcionários e o pagamento dos salários atrasados (incluindo o 13º e cesta básica).
Para o presidente do órgão, Sebastião José da Silva, de 55 anos, a proibição foi inconstitucional, já que a manifestação é um direito básico do cidadão. Segundo ele, a categoria também está disposta a ir, nesta segunda-feira, até o Supremo Tribunal Federal (STF) para alterar a decisão do desembargador Marcos de Oliveira Cavalcante , do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. “Estamos muito confiantes de que vamos conseguir realizar a paralisação de amanhã. É um direito nosso”, destacou.
Na última sexta-feira, a Rio Ônibus, sindicato das empresas do transporte, entrou com um pedido para barrar o movimento, alegando que a paralisação era “abusiva”.

Sebastião explicou que o funcionamento, a paralisação total ou parcial das frotas na terça-feira não depende do sindicato. “O sindicato avisa sobre a decisão e orienta o que deve ser feito, mas o trabalhador adere se quiser. Não temos como forçar ou impedir que ele trabalhe, ele vai se quiser”, completou.

Caso a autorização seja negada, o sindicato vai orientar para o funcionamento normal do serviço.

Mesmo com liminar, sindicato garante que haverá protesto em frente às garagens

Sebastião disse que a orientação é que haja protestos em frente às garagens. "No próximo mês 600 ônibus serão retirados de circulação por já estarem velhos e sem uso, o que irá gerar uma nova leva de demissões nas empresas", disse.

Ele afirmou também  que profissionais de várias empresas já comunicaram ao sindicato que algumas empresas não terão condições de pagar o 13°.

Reportagem da estagiária Alice Cravo, sob supervisão da repórter Gabriela Mattos
Fonte: O Dia